Relatório Mensal ATIVIDADE SOLAR DO CICLO 24: junho 2015

Prefácio:

As principais alterações feitas sobre a contagem de manchas solares.

De 1 de Julho de 2015, a contagem do número de manchas solares foi substituída por uma nova e melhorada versão (versão Nb. 2.0) que inclui algumas correções que existiam de diferença nas contagens históricas. Assim, foi decidido introduzir, nesta ocasião, as alterações ao mesmo tempo em diferentes acordos no mesmo arquivo de dados e distribuição de dados.

Nos mesmos valores, a mudança mais importante será a eliminação do fator de 0,6 utilizado anteriormente pelo Observatório em Zurique para subir a escada de observações iniciais de numeração moderna na contagem feita pelo Wolf.

Este fator  sempre levou a alguma confusão e agora perdeu o seu significado depois de mais de 130 anos das observações iniciais de Wolf.

Esta importante mudança vai aumentar a contagem de toda a série do número de manchas solares por um fator de 1 / O.6, que certamente terão um impacto significativo no resultado final da contagem do número de manchas solares.

Finalmente, é evidente que este novo sistema adotado pela contagem de manchas solares não irá mais permitir uma comparação com as contagens do passado, ampliando ainda mais as diferenças.

AQUI ESTÃO OS NOVOS GRÁFICOS do numero de manchas solares:

O primeiro gráfico  é relacionado com os efeitos da nova contagem no ciclo atual. Você percebe um aumento na altura com um pico máximo que permanece inalterada ao longo do tempo. O novo ciclo máximo de 24 é 116,4 SSN alcançado em abril de 2014 (34,5 em comparação com o antigo sistema de medição).

nova mancha solar

O segundo gráfico  é a tendência para o primeiro semestre de 2015, os índices solares principais.  Reconhecemos que os valores máximos de número de manchas solares quase se sobrepõem as do fluxo solar. Outro facto interessante é a mudança na oscilação do fluxo solar. Se no início ano, o chamado “pressão solar” variou de um valor máximo de cerca de 170 para um valor mínimo de cerca de 120, agora esta oscilação é reduzida para valores entre 140 e 100. Este é um sinal preciso de atividade solar entrou na sua fase de declínio após seis anos a partir do início do ciclo.

trend

 

O último gráfico é a comparação entre os ciclos solares da mesma altura. Depois de seis anos do inicio do ciclo n. 24 é agora claro que os diagramas são os mais em sobreposição e, especialmente, a do SC16 e do SC12 . Note-se que ambos os ciclos anteriores têm mais um pico após o máximo absoluto. Os principais modelos de previsão é  também para o ciclo 24 de uma média crescente, presumivelmente para o primeiro semestre de 2015 (note que desde a última atualização em Junho de 2015, o valor correspondente da média móvel é a dezembro de 2014).

ciclos de comparação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora vemos como ficou o mês de junho.

A atividade solar em junho fecha contando SN (número de manchas solares), isto é a contagem média mensal de manchas solares para 68,3, SILSO dados oficiais (Sunspot Index e observações solares de longo prazo), centro mundial de recolha de dados em Bruxelas, Bélgica.


A declaração final de junho (SILSO)

 

Separando a contagem dos dois hemisférios, o hemisfério norte encerrou o mês de junho com um RN para 43,5, enquanto o hemisfério sul, fecha a contagem de RS 24,8.

Ciclo de tendência 24 de junho de 2014: o preto, número de manchas solares vermelho Flux Solar e a cor azul no Índice AP

O que nos leva a outro Índice Solar, um dos mais importantes, se não a atividade solar mais importante: Flux Solar!

O mês de junho fecha a contagem com uma média de 122,3 (dados Oficial NOAA), um aumento em relação a maio, para 120,0 resultado, em seguida, um ligeiro aumento de 2,3 pontos.

O valor máximo da SC 24, permanece firmemente em fevereiro de 2014, com uma média de 170,3 pontos.

O Índice de AP em junho fechou a contagem para 12,8 pontos (provisórias). O mês de maio fechou a 8,29 pontos, em seguida, um aumento de 04:51

 

Finalmente, um particular, que, neste ponto, ainda tem mais importância nas contagens reconstruídas passado, sublinhado repetidamente e publicamente reconhecida até mesmo pelo organismo responsável pela contagem de manchas solares.

O sistema adotado manchas solares contagem contemporâneas é completamente equivocadas e longe de qualquer realidade com as contagens do passado, por razões óbvias de melhoria na instrumentação de detecção, cada vez mais sofisticados, e com uma resolução melhor do que anteriormente utilizado. Por essa razão eu acredito que não conta mais comparáveis ​​aos do passado, portanto, não comparáveis ​​com qualquer ciclo.

Em Junho de 2015, Contagem Sunspot do Layman estava com uma contagem de 31.97 SN, enquanto contando SILSO conclui o mês de junho para 68,3 SN.
Assim, o LSC em junho foi como muito menor do que os valores de 39,85 SN contando método oficial SILSO.


Comparação entre o ciclo 5 (Dalton mínimo) e ciclo 24 de acordo com a contagem da LSC.

http://www.landscheidt.info/?q=node/50

O SSRC deleta as temperaturas da NOAA, NASA e HADCRUT

Com efeito imediato, o Espaço Ciência e Research Corporation (SSRC), líder em fazer previsões climáticas, excluí  da sua lista de fontes confiáveis do seu conjunto de dados das temperaturas globais, aqueles do governo dos EUA.

Esta etapa sensacional e significativa foi tomada pelo SSRC após análise extensa e de revisão de dados da temperatura de superfície do governo dos Estados Unidos por sua grande divergência das fontes mais confiáveis ​​sobre os dados climáticos, nomeadamente sistemas de satélites.

O SSRC encontrou várias falhas que fazem os dados climáticos do governo dos EUA praticamente inutilizáveis. O SSRC também observou como o governo dos Estados Unidos e, especialmente, o presidente Barack Obama, ter enganado sistematicamente o público quanto às condições climáticas reais, suas causas, e onde se dirige o clima global.

No passado, o SSRC tem utilizados cinco grupos que lidam com detecção de dados da temperatura global, com base em três sistemas com detecção a partir do solo, (NOAA, NASA e HADCRUT) e dois conjuntos de dados de rastreamento por satélite (RSS e UAH ). Estes conjuntos de dados são analisados ​​e quadro integrado para todos os cinco dados permite que o SSRC depois obtenha seu Relatório Global semi-anual sobre a situação  Climáticas (GCSR). HADCRUT é um conjunto combinado de dois grupos de cientistas do Reino Unido.

A partir de hoje, o SSRC não usará mais o conjunto de dados da NASA e NOAA de centrais de terra por causa de sérias dúvidas sobre sua credibilidade e as alegações de manipulação de dados em apoio as políticas de mudança climática do presidente Obama. O uso de HADCRUT também serão suspensas por razões semelhantes.

De acordo com o SSRC, através do Presidente, John L. Casey, diz: “É claro que, durante a administração do presidente Barack Obama, se desenvolveu uma cultura da corrupção científica permitindo a alteração ou modificação de dados sobre as temperaturas globais, de modo a promover o mito do aquecimento global causado pelo homem. Esta situação ocorreu por causa de ordens executivas presidenciais, ciência relações de agência climática que processar confiável e imprecisa, e também com as declarações do Presidente relacionados com o clima que são descaradamente tendenciosas.

Por exemplo, o Presidente informou que o aquecimento global não é apenas uma ameaça global, mas que está em “aceleração” (Georgetown Univ. Junho 2015). Além disso, ele informou que “o ano de 2014 foi o ano mais quente já registrado no planeta” (Discurso do Estado da União, em janeiro de 2015). Dizemos simplesmente que ambas as afirmações NÃO são verdadeiras. Ele também colocou publicamente em ridicularizar aqueles que relataram corretamente que não houve nenhum aquecimento global para 18 anos, eliminando assim qualquer necessidade de as ações do governo dos Estados Unidos para controlar as emissões de gases de efeito estufa, por qualquer motivo .

A  falsidade para o clima parece ser a regra e não a exceção a esta administração. “Como resultado, parece politicamente manipulados os conjuntos de dados de temperatura de o governo dos EUA e já não pode ser considerada credível do ponto de vista da análise climática. Até a integridade científica não será restaurada para a Casa Branca e do resto do governo federal, que doravante terá de confiar apenas em medições por satélite.

“Mais preocupante é, claro, o fato de que o presidente não está pronto para a sua preparação para os tempos difíceis que vêm por causa das mudanças que estão a vis a causa do perigoso minimo da atividade solar. Não só o sol é a fonte primária das alterações climáticas, mas reduzindo a energia irradiada, teremos também menos calor, levando a um novo período de clima frio. Nós todos temos que enfrentar o futuro mais difícil, o que o presidente deveria fornecer, e vamos afrontar totalmente despreparados. ”

O Dr. Ole Humlum, Professor de Geologia e física na Universidade de Oslo, na Noruega, é um especialista em atividade glacial global, e é o co-editor do Relatório do Clima Global SSRC (GCSR). Ele acrescenta ao comentário do Sr. Casey, “É desagradável politicamente forçado a assistir a mudança de dados de temperatura que vai levar a conclusões erradas, obviamente, sobre as causas e efeitos da mudança climática. Recentemente, NOAA indicou como o mês de maio 2015 como um resultado é o mais quente desde 1880. No entanto, isso pode ser verificado com as medições por satélite mostram que o mês de maio se manteve na mídia ao longo da última década. Além disso, na página 41, 10 de junho de 2015 de GCSR, percebemos que a diferença de temperatura entre os conjuntos de dados de satélite, com base nas temperaturas medidas na superfície agora se expandiu a um ponto problemático.

A média em graus centígrados entre os conjuntos dos três sistemas baseados na deteção de temperatura na superfície, mostram um aquecimento de 0,45 ° C desde 1979. Em contraste com o sistema de satélite, muito mais fiável, em vez disso é único resultado num aumento de 00:17 ° C. Isso corresponde exatamente a 264% a mais (00:45 / 00:17) e a diferença é cientificamente inaceitável para garantir a dependência do conjunto de temperaturas da superfície de dados, até que os inquéritos efetuados por um organismo independente para resolver o problema. Enquanto apenas o uso de dados de satélite, irá limitar a profundidade do relatório de qualidade sobre o estado do clima global, ao mesmo tempo, permitir-nos fornecer mesmo a melhor avaliação nas possíveis previsões climáticas disponíveis, utilizando apenas os dados mais confiáveis. ”

Fonte: SSRC

Relatos da Pequena Idade de Gelo no Brasil

Quando a Expedição Langsdorff passou por São Paulo, entre 1825 e 1826, os russos sentiram frio no Brasil. Relataram que nem mesmo as roupas trazidas de seu país de origem deram conta das baixas temperaturas. Os visitantes chegaram até mesmo a comparar o inverno do país tropical com o clima da Sibéria. O relato está entre os documentos históricos que permitiram ao pesquisador Ricardo Araki fazer a reconstituição do passado climático do Estado na tese de doutorado “A história do clima de São Paulo”, apresentada ao Instituto de Geociências (IG). Com maior ou menor riqueza de detalhes, as estações foram descritas ano a ano entre 1550 e 1927. Os dados comprovaram a hipótese de que o Brasil teria sofrido a influência da chamada Pequena Idade do Gelo, um fenômeno que derrubou as temperaturas no hemisfério norte entre os séculos 14 e 19.

Os relatos sobre o frio correspondem a um terço dos 1.355 dados selecionados entre fontes diversas. “No geral, a quantidade de informações sobre o frio foi bem significativa. Esta é uma forte evidência de que as temperaturas foram mais amenas no passado, coincidindo com a Pequena Idade do Gelo”, afirma o autor da tese. O resultado surpreende especialmente se for tomado como referência o principal elemento caracterizador do clima nos dias de hoje, que são as chuvas, seja por excesso ou escassez. As chuvas representam outro terço dos eventos climáticos, seguidas das tempestades, inundações e raios. Os relatos de calor somam menos da metade das impressões relacionadas ao frio.

Há inclusive descrições sobre neve. O português Augusto Emílio Zaluar menciona os Alpes Suíços em sua passagem pela Vila de Queluz (hoje Vale do Paraíba), em setembro de 1859: “esta enorme porção da grande serra do Espinhaço, chamada Mantiqueira, oferece deste ponto uma perspectiva soberba, sobretudo para quem a examina do lado ocidental da vila; daqui se observam alguns de seus picos mais elevados, como por exemplo  o Itatiaia, que muitas vezes tem sido visto coberto de neve como o cimo dos Alpes”.

Outros relatos de neve foram encontrados em notícias do jornal A Gazeta de Campinas. Em Valinhos, em 6 de julho de 1876 o redator escreve “parece que o flagello da geada virá mais uma vez prejudicar a nossa lavoura. Em alguns sitios tem apparecido o terreno coberto de neve, e consta-nos que nos Vallinhos a agua tem gelado a ponto de se levantarem laminas de gello de tres a quatro centimetros de espessura”.

As referências às condições de frio rigoroso são recorrentes em todas as fontes. “O tipo de informação leva a crer que em muitos anos prevalecem condições de frio muito mais intenso do que as condições atuais e não apenas no período do inverno”, avalia Ricardo.

1883

Os quase quatro séculos de relatos e impressões estudados têm um período “mais rico” por assim dizer, que abrange 15 anos, entre 1870 e 1885, isso devido à disponibilidade de documentos. O ano de 1883 ilustra a caracterização das estações realizada por Araki. A tese descreve que neste ano, nos meses de verão, as temperaturas máximas foram bastante altas em todo o Estado, quase sempre superando os 30 °C. “As temperaturas mínimas em vários dias foram surpreendemente baixas, chegando a 7,2 °C no dia 1º de janeiro e 8,9 °C no dia 3.”

Os meses de inverno registraram temperaturas médias mínimas também bastante baixas, entre 7,3 °C em agosto e 7,7 °C, em julho. As estações em 1883 variaram da seguinte forma: verão quente e úmido com altas temperaturas e chuvas, outono com frio moderado e muito úmido com chuvas. No inverno houve frio intenso e pouca umidade, ou seja, prováveis geadas e chuvas fracas. Na primavera clima muito quente com altas temperaturas.

Fontes

Os documentos históricos pesquisados por Ricardo Araki se constituem em cartas, descrições de viagens, almanaques e principalmente jornais. Além da significativa coleção de A Gazeta de Campinas, o jornal A Província de São Paulo (atual O Estado de São Paulo), encontrados em acervos da própria Unicamp. Com exceção dos relatos das expedições, de cunho mais científico, as informações foram registradas por pessoas da sociedade que, pela observação diária, podiam sentir as mudanças no clima. “A intenção foi utilizar documentos históricos e não dados sistemáticos como de estações meteorológicas e instrumentos de medição. São fontes de informação mais descritivas e subjetivas”, afirma Araki.

A orientadora Lucí Hidalgo Nunes acrescenta que os dados sistematizados são até recentes na história do clima. Existem no mundo há cerca de 200 anos e em Campinas, pela presença do Instituto Agronômico (IAC), há mais de 120 anos. Embora os relatos analisados tenham sua carga de subjetividade, já que são feitos por pessoas comuns e sem o auxílio de instrumentos, a confiabilidade está no cruzamento de informações dos eventos em fontes distintas. “Um exercício que tem sido feito no mundo todo é o de reconstituir o passado climático com fontes indiretas. Nesse mundo em que se fala tanto de mudanças climáticas, é importante saber como foi o passado e qual semelhança ou diferença há em relação ao que se tem hoje”, ressalta a docente.

As fontes indiretas utilizadas na tese também serviram para caracterizar a Pequena Idade do Gelo no hemisfério norte. A tese de Araki traz, por exemplo, gravuras do Rio Tâmisa, em Londres, que nunca congela, servindo de terreno para uma feira. E também outro trabalho de pesquisa sobre as pinturas da cidade de Veneza que compara construções do século 18 com fotos atuais do mesmo local, mostrando as diferenças no nível da água, hoje bem acima que no passado.

As primeiras fontes de informação utilizadas na pesquisa são as cartas jesuíticas enviadas para Portugal no início da colonização. Nas descrições do dia a dia, apareciam eventos extremos como fortes ventos e tempestades que afetavam o dia a dia dos missionários. Termos como tufões, furacões e ciclones aparecem curiosamente nos relatos, para descrever fortes tempestades de vento e chuva, que causaram estragos.
Araki orgulha-se de ter como coorientador do trabalho o professor Christian Pfister, da Universidade de Berna (Suíça), referência mundial na reconstituição do passado climático. Pfister inspirou a tese de Ricardo quando o pesquisador brasileiro leu um artigo do professor suíço sobre registros que os monges no interior do país faziam contendo dados sobre o clima local, que foram usados para a recomposição do clima.

Olho no futuro

A tese recorre ao passado para servir ao futuro. “Os dados mostram como era o clima no passado com o objetivo de legitimar ou reforçar os estudos no futuro”, complementa o pesquisador. Para Lucí Hidalgo, a tese reafirma a o dinamismo do sistema climático. “Que resultados teríamos nas projeções se levássemos em conta aquela época? Hoje os processos físicos acontecem numa velocidade menor que os processos sociais e estamos modificando alguma coisa que não conhecemos muito bem. Os processos atmosféricos não permitem uma projeção tão grande”. Outra contribuição importante, afirma o pesquisador, é a utilização dos documentos históricos para todas as áreas da ciência. “Até recentemente, a maior parte desses documentos era ignorada, sendo os escritos considerados cheios de falhas e imprecisos, quando não simplesmente ilegíveis. Mas cada vez mais os historiadores e outros cientistas reconhecem e consultam esses arquivos com finalidades diferentes.”

 

Publicação

Tese: “A história do clima de São Paulo”
Autor: Ricardo Araki
Orientadora: Lucí Hidalgo Nunes
Coorientador: Christian Pfister
Unidade: Instituto de Geociências (IG)

Agradeço o Josep que deu essa ótima informação dessa pesquisa. 

FONTE;http://www.unicamp.br/unicamp/ju/541/relatos-de-uma-epoca-em-que-ate-os-russos-sentiam-frio-em-sp

A Pequena Idade do Gelo para o mundo inteiro, e dependente do sol!

Durante muito tempo temos ouvido os pareceres científicos sobre a Pequena Idade do Gelo, argumentando que não era um fenômeno global, mas um fenômeno limitado a certas áreas, tais como Europa e América do Norte, Gronelândia, e sobretudo relacionada a um arrefecimento do Atlântico Norte.

Mas novos estudos estão estendendo a PEG dos séculos passados ​​para todo o planeta.

Em particular, um estudo publicado no http://www.geo.umass.edu relativa à extensão das geleiras tropicais nos Andes (reconstrução realizada pelo estudo dos sedimentos dos lagos andinos, até mais de 1.500 anos atrás),  mostra que  tivemos  quatro eventos principais de glaciação entre 1250 e 1810 AD, todos os quatro coincidente com o mínimo de atividade solar nos últimos séculos.

Em particular, a temperatura caiu na área por uma média de -3,2 ° C (+ ou – 1,4 ° C) durante os períodos de minima atividade solar , e a precipitação aumentou em 20%, provocando a mais forte avançada  das geleiras andinas tropicais.

O estudo foi feito na Venezuela sobre a Cordilheira de Mérida, e também mostra que, na maior parte dos últimos 10 mil anos, as geleiras estavam completamente ausentes na área.

Em outras palavras, nos últimos 10 mil anos o clima era normalmente “quente”, enquanto um rápido declínio na atividade solar causou a mudança climática repentina com forte avançada glacial.

Entre as conclusões desta pesquisa é o fato de que o PEG foi quase certamente estendido para o mundo inteiro, e não foi restrita à área europeia e norte-americano.

Além disso, os avanços e os retiros glaciais são extremamente sensíveis a mudanças na atividade solar.

Se de fato estamos entrando em um novo  “grande mínimo solar”, os efeitos poderiam ser notável em um curto espaço de tempo, e o clima do mundo vai mudar também no hemisfério sul!

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 SAND-RIO

 

NOAA declara o retorno do fenômeno El Niño após meia década

O NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera), órgão oficial de clima do governo norte-americano, divulgou comunicado ontem em que informa que o fenômeno El Niño está de volta. O comunicado do NOAA não foi nenhuma surpresa. Já era muito esperado e faz tempo. Desde o fim do ano passado a MetSul Meteorologia antecipava na mídia e de forma detalhada aos seus clientes de produtos climáticos que as condições no Pacífico estavam no limite de neutralidade e El Niño fraco, o denominado “borderline El Niño”. No informe, a agência dos Estados Unidos define o atual El Niño, o primeiro desde 2009/2010, como “elusive” ou enganoso. Não é à toa. Durante 2014, eram fortes os indicativos de que o fenômeno seria declarado, sobretudo após o aquecimento forte da metade do ano, mas que falhou em caracterizar um evento de El Niño. Somente no último trimestre de 2014 as anomalias positivas de temperatura da superfície do mar passaram a ter valores positivos constantes em patamares ao redor do mínimo para que se caracterize medianamente um episódio deste fenômeno.

O NOAA descreve que na atual fase, por ser muito fraco,”não são esperados impactos significativos ou generalizados no clima global” em razão do El Niño. Os mais recentes eventos do fenômeno se deram em 2002/2003 (moderado), 2004/2005 (fraco), 2006/2007 (fraco a moderado) e 2009/2010 (moderado a forte). O último El Niño intenso (Super El Niño) foi o de 1997/1998. Hoje, o El Niño não se apresenta na sua forma canônica (clássica) em que há uma língua de águas mais quentes do que a média na faixa equatorial e sim se observa desde janeiro a presença de águas mais frias que o normal no Pacífico Leste, perto da costa da América do Sul, o que trouxe chuva irregular em fevereiro e que se manterá agora no curto e médio prazos.

No último evento Niño, de 2009/201, a chuva ficou muito acima do normal aqui no Rio Grande do Sul, como normalmente ocorre quando se dá um forte aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. Os maiores excessos se deram no segundo semestre de 2009 com enchentes. Apesar de fraco hoje, modelos analisados pela MetSul Meteorologia indicam que há chance de forte intensificação do fenômeno nos próximos meses, o que em nosso entendimento criaria condições de risco de precipitações excessivas aqui no Estado e possíveis cheias de rios e enchentes mais tarde neste ano.

http://www.metsul.com/blog2012/

A temperatura record da NASA é uma farsa

Nossas temperaturas planetárias mais precisos vêm de satélites. A agência espacial dos EUA a poderosa NASA aparentemente não acredita em satélites e, em vez usa uma matriz muito escassa de dados da UHI contaminada de termômetros de superfície, e então eles mexe com os dados para produzir uma tendência de aquecimento falso.

Os satélites mostram a Terra com arrefecimento no século 21, mas a NASA mostra  o aquecimento.

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A NASA informou que as temperaturas estão divergindo de temperaturas de satélite a uma taxa de quase um grau C por século – mais do que o todo presumido aquecimento global desde 1880.

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A NASA está constantemente alterando seus dados históricos para criar a aparência de uma tendência de aquecimento inexistente.

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Os gráficos da NASA são úteis para os políticos que querem aumentar os impostos, e as companhias de seguros que querem aumentar os prémios – mas são mais do que inúteis para os cientistas que realmente querem entender o clima. Eles mostram exatamente o oposto do que está acontecendo com o clima.

A coisa mais importante para o NOAA/NASA é seguir os princípios políticos do Sig. Obama para deixar os países em desenvolvimento sem prospetivas futuras e deixar os países pobres mais pobres… só o E.U. pode crescer economicamente… eles são os donos do planeta…

Triplo A: a nova ameaça à soberania brasileira na Amazônia

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o Brasil se vê diante de uma proposta do presidente da Colômbia para criar um “corredor ecológico” que iria dos Andes ao Atlântico, passando pela Amazônia. Segundo o professor Rogério Maestri, porém, as preocupações supostamente ambientais do projeto podem esconder interesses estrangeiros bem mais perversos.

 “Esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação. É o germe de uma ocupação de uma parte do Brasil com o objetivo de isolá-lo do norte, do Caribe, e a América do Sul da parte norte”, disse o especialista em entrevista à Sputnik.

Professor visitante de Engenharia Hidráulica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maestri se preocupa não apenas com os aspectos técnicos da questão ambiental, mas também com os fatores geopolíticos por trás de ideias como a do chefe de Estado colombiano, Juan Manuel Santos, que anunciou publicamente em fevereiro que iria propor ao Brasil e à Venezuela este “ambicioso” corredor ecológico.

Projeto do corredor ecológico Triplo A
Projeto do corredor ecológico Triplo A

“Será o maior corredor do mundo, com 136 milhões de hectares, que batizamos de Triplo A, pois seria andino, amazônico e atlântico, indo dos Andes até o Atlântico, no Brasil”, declarou Santos no programa oficial de televisão Agenda Colômbia, em 16 de fevereiro. Segundo as palavras do presidente colombiano, a proposta serviria para “preservar a área e como uma contribuição da humanidade para a discussão sobre como deter as mudanças climáticas”. No entanto, de acordo com Maestri, é bastante provável que o discurso de Santos esconda intenções menos louváveis.

Em primeiro lugar, conforme aponta o professor, o termo “corredor ecológico” é impróprio para qualificar o projeto do Triplo A. “De acordo com o costume internacional, se fazem corredores com largura de, digamos, no máximo 1 km. (…) O que chamam de corredor ambiental é algo que varia aqui [no Triplo A] de 50km a 500km”, ressaltou.

“Pode ser qualquer coisa, menos corredor ambiental. É um rasgo que se faz no norte do Brasil”.

De fato, segundo lembra Maestri, um corredor ecológico legítimo na Amazônia, a saber, que levasse em conta a necessidade de preservar a integridade de uma determinada extensão de mata a fim de garantir o fluxo genético entre espécies e evitar a endogamia, deveria integrar outras regiões mais prejudicadas pela exploração humana na região, e não teria a necessidade ambiental de ir até o Atlântico.

“Por que ir até o Atlântico? Se é problema ambiental, era pra ir mais para o sul, mais para baixo da Venezuela, por exemplo, e não precisava ir exatamente até o Atlântico. Chegar de um lado a outro é claramente estratégico, e não é por acaso que [o Triplo A] teria dois pontos de acesso”.

Talvez seja interessante notar que a ideia inicial do “ambicioso” projeto de Santos seja atribuída a Martín von Hildebrand, fundador da ONG Gaia Amazonas e membro da Gaia Foundation, organização também não governamental, mas com fortes vínculos com a Casa Real Britânica.

 Segundo o site oficial da ONG inglesa, o trabalho na Amazônia começou com a mediação do ambientalista brasileiro José Lutzenberg, que também atuou no ministério do governo Fernando Collor de Mello. Na época, ele sofreu diversas críticas, sendo acusado inclusive de receber dinheiro indevido da Gaia Foundation, como noticiado pela revista Executive Intelligence Review, bem como de isolar os ambientalistas brasileiros das decisões políticas, preferindo o conselho de estrangeiros.

“Todas as cabeças coroadas europeias gostam muito de ONGs – não as que queiram fazer alguma coisa no seu próprio país, mas que queiram fazer nos outros países”, afirmou o professor da UFRGS.

De acordo com Maestri, de fato, o envolvimento da Gaia Foundation na proposta do Triplo A é mais um indício “de uma direção em termos de ocupação de espaço por outros países”.

“Se se olha a tradição europeia, vê-se que eles enxergam muito longe… Não é, por exemplo, como o americano, que é um pouco mais intempestivo, que tenta invadir no momento. Os ingleses, europeus, em geral, têm um raciocínio mais em longo prazo. Então eles vão implantando essas pequenas coisas, esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação”.Além disso, Maestri também chama a atenção para o fato de a ideia ser patrocinada pela Colômbia, um dos maiores aliados dos EUA na América Latina, onde Washington dispõe de sete bases militares.

“Do lado da Colômbia tem bases americanas, e do lado do Brasil pode ter bases francesas. Então nas duas extremidades ficam países do Norte, com grande possibilidade de ter acesso a esse ‘corredor’… a essa ocupação. Faz sentido dentro de uma lógica estratégica”, explica o professor.

Se efetuado, o Triplo A seria composto em 62% por território brasileiro, 34% por território colombiano e 4% por território venezuelano. Ou seja, a gestão do “corredor” teria que ser tripartite, o que, de acordo com Maestri, facilitaria a dominação estrangeira da região amazônica, especialmente porque o projeto da Gaia Foundation envolve o conceito de autogestão dos povos indígenas.

 “Essas tribos estão em um processo de incorporação de tecnologias modernas, algumas ainda bem atrasadas, outras mais evoluídas. (…) Com essa autogestão, eles [os índios] ficam sujeitos à manipulação. É mais ou menos o que acontece em diversos países da África, que foram fragmentados ao extremo e agora são sujeitos a invasões permanentes de tropas neocoloniais. (…) Ou seja, essa visão de uma autodeterminação também serve [a interesses estrangeiros]; pode levar eles, daqui a um tempo, a escolherem o país que vai ser o seu suporte. Isso já contraria o princípio pétreo da Constituição que é a indivisibilidade do Brasil”, adverte o especialista.

“Essas comunidades têm todo o direito e devem ser preservadas (…). Porém, provavelmente com o tempo – e isso é mais ou menos lógico –, essas culturas indígenas não vão ficar satisfeitas em viver na ‘Idade da Pedra’ e vão querer mais. Bem, quem vai fornecer esse mais? Vai ser o Brasil, a Colômbia, a Venezuela, ou os países europeus?”, acrescentou.

A gigantesca área abrangida pelo Triplo A guarda enormes reservas de água, minérios e biodiversidade. Ou seja, seria uma imensa riqueza a ser pretensamente “gerida” por povos indígenas, que, segundo observa o professor, “podem ser enganados por qualquer um, um posseiro qualquer”, assim como “podem ser enganados por outros países”.

Outra evidência dos interesses econômicos por trás da proposta, segundo o professor, é o fato de que o corredor abarcaria a região acima do Rio Amazonas – partes mais altas que, sendo mais secas, seriam mais aproveitáveis para atividades lucrativas, como a criação de gado.

De qualquer forma, o presidente colombiano prometeu apresentar o projeto na próxima conferência ambiental da COP 21, que será realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro em Paris. Na opinião de Maestri, entretanto, a ideia não deve dar frutos pelo menos dentro dos próximos cinco anos.

“É um projeto de longo prazo. Depois da COP 21, [a ideia] vai evoluindo, evoluindo, até que vão questionar a própria capacidade do Brasil de gerir essa parte. Como se eles, os europeus, americanos, fossem capazes de gerir. As florestas deles simplesmente foram acabadas. Onde teve colonialismo, acabaram com florestas imensas”, notou o professor.

“Somos tão incompetentes assim? Se a Amazônia existe, é porque tinha um governo brasileiro, que bem ou mal ainda conservou. Qual a moral que têm países que desmataram, que colonializaram ao máximo – e ainda colonizam, agora com o neocolonialismo –, em chegar e falar que o Brasil é incapaz?”

De acordo com Maestri, não se pode negar a importância da conservação da Amazônia, mas a tarefa deve ser levada a cabo “dentro da lógica nacional”. O especialista defende, sobretudo, a “presença forte do Exército brasileiro impedindo o corte dessas matas”, o reforço da ocupação do Estado na região e uma “cobertura de satélites” para melhorar o monitoramento, tarefa que, segundo ele, pode ser feita em parcerias múltiplas com outros países, inclusive com o sistema de navegação GLONASS, da Rússia, que acaba de ganhar sua segunda estação no Brasil.

No entanto, Maestri ressalva que o Estado tem que se fazer presente não só na parte da defesa, mas também na esfera social. “A Amazônia não é um vazio”, diz o professor, defendendo a necessidade de dar assistência em saúde e educação às pessoas que habitam a região amazônica. “Ocupar a Amazônia para evitar ser ocupado”, resume ele.

“Se o Estado brasileiro ocupar aquela região efetivamente, ninguém entra. Ocupar integralmente, desde o médico, da professora, do pequeno hospital, até as Forças Armadas”, concluiu o especialista.

Os “canos” subatômicos que dançam sobre as nossas cabeças

A 600 KM acima das nossas cabeças, nas áreas mais altas da atmosfera, aí  está ele em uma dança frenética. Um grande ballet, onde os átomos de gás, iluminados pelos raios ultravioleta do Sol,  se movem por milhares de quilômetros, seguindo a estrutura do campo magnético da Terra.

Novo espaço cinema aqui é os "canos" dança subatômica sobre as nossas cabeças

O resultado desta subatômica dança extraordinária são enormes tubulações de gás que funcionam acima da atmosfera da Terra. Um belo espetáculo natural que, infelizmente, não podemos ver diretamente com os nossos olhos, mas agora podemos apreciar em toda sua majestade. Uma equipe internacional de astrônomos tem alavancado a matriz Murchison Widefield (MWA), um radiotelescópio instalado no deserto australiano, para retomar o movimento do gás em tempo real, e construir um filme tridimensional de estruturas tubulares complexas que se desenvolvem no campo magnético da Terra . O resultado do estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters , revelou pela primeira vez que estas estruturas complexas, conhecidas por cientistas há 60 anos, mas nunca diretamente observados. Estudar e compreender essas estruturas enormes é muito importante, porque sua presença provoca distorções na transmissão de sinais, afetando os sistemas de telecomunicações via satélite.

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Um Pesquisador australiano organizou em Um Filme das OBSERVAÇÕES Particulares que revelaram Estruturas Tubulares do campo magnético do Nosso planeta. fotos Nesta, em Estrutura da magnetosfera da Terra, VE ondas rápido  ou plasmasphere (Nasa)

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Imagem Tomada  POR ultravioleta satélite Imagem, mostrando plasmasphere (Nasa)

 

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Imagem de Murchison Widefield Array, Uma Rede de Antenas Usadas Pará Construir ou Filme em 3D da magnetosfera da Terra (Créditos: Murchison Widefield Array)

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Imagem de Murchison Widefield Array, Uma Rede de Antenas Usadas Pará Construir ou Filme em 3D magnetosfera da Terra (Créditos: Murchison Widefield Array)

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Descrição das Estruturas Tubulares observadas na  alta  atmosfera (CAASTRO)

Como um ímã. O nosso planeta é como um ímã enorme, com um campo magnético muito extenso e complexo. A região do espaço ocupado pelo campo magnético, a magnetosfera, é preenchido com átomos de gás ionizado, que não possuem  elétrons. A ionização do gás é, de facto, causados ​​pela luz solar, que afetam estes átomos e os seus electrões para longe do rasgo. Esta curiosa mistura de átomos ionizados, que os cientistas chamam de plasma frio, ele existe nas várias regiões da magnetosfera. A zona mais interna é a ionosfera, enquanto o exterior é chamado plasmasphere. Para estudar essas regiões, a equipe de pesquisadores usou a matriz Murchison Widefield (MWA), um radio-telescópio que consiste de 128 antenas dispostas sobre um “área de 3×3 km no deserto da Austrália Ocidental.

“Observamos uma estrutura impressionante no céu, de tiras de plasma alternada de alta densidade com tiras de baixa densidade”, disse Cleo Loi ARC Centro de Excelência para o All-céu Astrofísica ( CAASTRO ) University of Sydney, jovem pesquisador que liderou o estudo.  “Isso estava se movendo lentamente e foi alinhando-se tão bem com as linhas de campo magnético da Terra, como a aurora boreal . ” Com essas antenas os investigadores poderiam levar vários “instantâneos” da magnetosfera, a fim de construir um filme em tempo real . Mas Loi e seus colegas decidiram ir mais longe e usar o telescópio ainda mais “criativo”. Os cientistas de fato tem separadas as observações recebidas das antenas mais a leste do que para o oeste para criar imagens tridimensionais. Os dois grupos de antenas que têm funcionado como nossos olhos, à procura de um pouco diferentes pontos de vista e nos permite construir uma imagem tridimensional. Ao analisar esse filme em 3D, a equipe descobriu que as tiras são realmente enormes tubos de plasma que se desenvolvem na magnetosfera da Terra, e da qual foi possível medir o tamanho e posição no espaço. A estrutura complexa destes tubos de plasma vai ser estudados para melhor compreender, por exemplo, como a sua presença  distorce e influência as comunicações por satélite.

Sabemos ainda tão pouco do nosso planeta… mas os pseudo-cientistas climáticos acham que sabem tudo do nosso futuro em 100 anos, mas não conseguem prever o clima da qui a um més ou a uma semana.

 

Corrente do Golfo: nunca tão fraca nos últimos mil anos

A Corrente do Golfo  que flui no Atlântico Norte é um dos sistemas de transporte mais importantes do calor da Terra. Juntamente com a Corrente do Atlântico Norte , transmite a água quente do Golfo do México para o norte e a água fria do Ártico, ao sul, tornando-se um clima mais ameno do outro lado Noroeste da Europa.

Mudança de corrente
Um grupo de pesquisadores de ‘ Instituto para Pesquisa do Impacto Climático  , em Potsdam, na Alemanha, descobriram evidências de seu enfraquecimento nas últimas décadas, especialmente a partir de 1970, o que é inédito no século passado e até mesmo no último milênio. Como não existem medidas diretas para eras passadas, a sua informação é baseada em medidas indirectas, como a temperatura da água de superfície, núcleos de gelo, anéis  de árvores, crescimento de corais e sedimentos marinhos e lacustres, que reconstroem as temperaturas dos últimos mil anos.

Golfo atual

As correntes do Atlântico quentes (em vermelho), como a tração do Atlântico Norte, e frio (em azul), como o Atlântico Norte Deep Water (NADW) fazem parte de uma correia transportadora oceânica que circula ao redor do globo (imagem:  Stefan Rahmstorf / PIK )

Alterações climáticas: Primeiro suspeito
Os resultados publicados na Nature Climate Change confirmaram que as recentes mudanças são sem precedentes desde 900 AD, sugerindo que o aquecimento global causado por atividades humanas desempenham um papel importante (NATURALMENTE…). A desaceleração mais preocupante é atribuída a esse fato: o derretimento gradual, mas crescente de gelo da Groenlândia, causado pelo aquecimento global, que está alimentando enormes quantidades de água doce no Atlântico Norte.

A correia transportadora
A corrente de superfície quente eo frio mais profundo estão ligados uns aos outros sistemas que dão forma no circuito fechado: a partir do sul, a água quente e, portanto, os fluxos mais leves do Norte, onde esfria, torna-se mais pesado e mergulha, dirigindo o sul. A diluição provocada pelo derretimento da calota de gelo da Groenlândia torna a água menos densa de sal e reduz a sua tendência a afundar, interrompendo o movimento das correntes no Atlântico Norte, embora alguns estudos sugerem explicações alternativas para sua redução de salinidade.

Um vídeo mostrando o cinto oceano transportador, que consiste em correntes quentes e frias que redistribuem o calor ao redor do planeta (fonte: YouTube )

O alarme dos cientistas
Os pesquisadores alertam que este efeito poderá aumentar se as temperaturas subirem ainda mais, e da correia transportadora do calor no pior cenário seria desacelerar para ficar preso, como já aconteceu antes. O último relatório doPainel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estima que há uma chance em dez de que isso poderia acontecer já neste século. O resfriamento observado no Atlântico Norte ao sul da Gronelândia, é maior do que o que a maioria das simulações de computador do clima tem proporcionado até agora. Em outras palavras, os pesquisadores disseram que os modelos atuais estão subestimando a mudança climática em andamento, por que não ter devidamente em conta os ritmos destas dinâmicas.

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Economias remotas Glaciation em risco
cientistas certamente não esperam no futuro próximo uma nova e repentina idade do gelo, como se temia no filme cult The Day After Tomorrow . No entanto, é sabido que mesmo uma mudança gradual, mas significativa na circulação Atlantica podia ter efeitos negativos graves sobre os ecossistemas marinhos, as atividades humanas ligadas às zonas costeiras e do clima na Europa e América do Norte.

Esta é a situação da corrente nos primeiros dias de junho. Como podemos ver a corrente nesses dias parece ir mais para a Espanha que para o norte Atlântico…. e para mim mais importante é que  o índice AMO agora é negativo e assim pode ficar nos próximos 40 anos.

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No site abaixo podem encontrar todos os índices de monitoramento

http://www.persicetometeo.com/public/indici_monitoring.htm

Ao mesmo tempo podemos ver como a temperatura no sul da Groenlândia caiu de mais de 4º C. e telação ao ano 2003

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Isso se correlaciona com a queda acentuada na temperatura da superfície do mar no Atlântico Norte desde 2003.

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Enquanto isso, a capital da Groenlândia, Nuuk é ainda enterrada na neve a 16 de Junho, com ainda disponíveis cerca de 70 dias para o final da estação de crescimento da vegetação até agora inexistente.

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A queda dramática na temperatura no Atlântico Norte: nos aproximamos de um longo período de AMO negativo?

Já falamos da AMO, flutuação da temperatura multidecadal  no Atlântico Norte, e sua transição para uma fase “quente” particularmente intensa que ocorreu ao longo das últimas duas décadas, que provavelmente também foi responsável para o mitigamento das temperaturas ​​na Europa. Mas, agora, a temperatura do Atlântico Norte tem ido diminuindo drasticamente, quase de repente, movendo-se abaixo do nível em uma grande área. Tanto é assim que o valor da AMO nos últimos dois meses tornou-se novamente negativo, pressagiando um novo período de longo prazo, como alguns estudos parecem dizer. Um valor permanentemente negativo da AMO  tivemos por um longo período entre os anos sessenta e os anos oitenta, terminando cerca em 1995, quando houve uma nova inversão com uma fase positiva. Não é por acaso que o clima europeu foi esfriando nos anos sessenta e oitenta, e aqueceu nas 2 décadas seguintes. O meteorologista americano Joe Bastardi publicou uma comparação da anomalia térmica de temperaturas no Atlântico Norte em maio, média 1995-2013, e aqueles que são as anomalias térmicas no presente  maio de 2015. O colapso térmico deste ano parece mais do que óbvio! (Quadro a partir de dados do NCEP processado por Joe Bastardi). 3 15 de junho comparação 3 15 de junho Comparar1

Assim a espessura média do gelo do Ártico apresenta seu máximo anual, e igual a cerca de dois metros, e mais de todos os anos anteriores.

Estamos nos níveis mais altos de espessura dos últimos nove anos, e o fato é particularmente significativo, como o gelo que provavelmente será capaz de suportar melhor a dissolução da temporada de verão.

Vamos ver o comportamento do gelo polar nos próximos três meses, até o mínimo que normalmente é alcançado em setembro.

Gráfico por psc.apl.uw.edu

10 15 jun Bpiomas_plot_daily_heff.2sst

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