“O Dia Depois de Amanhã II”. Onda de frio provoca estragos em 30 países da Europa e espalha vírus H1N1 (Gripe Aviária)

Uma forte onda de frio atingiu grande parte da Europa nas últimas 96 horas favorecendo a queda acentuada de temperatura, que já havia subido na maioria dos países desde o início de abril.

Em janeiro, boa parte da Europa e da América do Norte, além de partes da Ásia e até da África congelaram com sucessivas ondas de frio e que resultaram na morte de centenas de pessoas, principalmente refugiados de regiões em conflito. A neve caiu em quantidade até no Deserto do Saara. Relembre clicando (AQUI).

O frio intenso considerado tardio pelos meteorologistas impactou em cheio a agricultura, onde vários países já iniciaram o plantio e culturas perenes, principalmente frutos, estão em fase em floração.

As temperaturas despencaram vários graus negativos formando geadas severas em um importante trecho entre a Finlândia e Itália e entre a Lituânia e a Turquia, onde perdas consideráveis foram relatadas.

A grande quantidade de neve destacou esta invasão de ar gelado “fora de época”, onde o acumulado superou um metro de espessura em regiões da Albânia, Alemanha, Áustria, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Grécia, Hungria, Itália, Kosovo, Letônia, Lituânia, Macedônia, Moldávia, Montenegro, Noruega, Polônia, República Checa, Romênia, Rússia, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia paralisando, literalmente, várias cidades e provocando acidentes nas rodovias.

Na Bósnia, a neve obstruiu várias estradas deixando motoristas isolados próximo à capital Sarajevo. Mais de cinco mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica.

Na Itália, o deslocamento do Vórtice Ciclônico (VC), sistema de baixa pressão localizado em torno de 5.800 metros de altitude, induziu à ocorrência de nevascas não apenas em regiões de maior relevo, como os Alpes, mas também em áreas litorâneas e próximas.

Na Moldávia, excepcional foi a quantidade de neve registrada para um mês de abril na capital Chisinau. De acordo com o órgão oficial de meteorologia do país foram 57 centímetros em 36 horas consecutivas. Nunca houve registro de tanta neve para um mês de abril.

Devido ao seu relevo, a Moldávia é uma das regiões mais secas da Europa, mas que nos últimos dias permaneceu sob umidade constante de 100%. Mais de 1.500 árvores caíram devido ao peso da neve e cerca de 90 engavetamentos foram registrados nas rodovias.

Na Alemanha, a severidade da nevasca ocasionou centenas de acidentes de veículos em rodovias devido à pista escorregadia. Cidades ao norte ficaram isoladas, onde, insuficiente foi o trabalho de máquinas para remover a grossa camada com centenas de toneladas de neve.

Turistas se impressionaram com a quantidade de neve que caiu na Grécia, onde a temperatura já havia subido para faixas de 20°C. Muitas áreas históricas ficaram completamente cobertas pela neve.

O frio intenso de até -20°C é a principal causa da morte de mais de 30 pessoas na Bielorrússia. Na Ucrânia, aldeias ficaram isoladas impedindo até mesmo o resgate aéreo da população.

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Acúmulo de neve após tempestade em Sarajevo, Bósnia (Crédito da imagem: Amel Emric/AP Photo)

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Na Alemanha, o município de Munique, capital do estado da Baviera, enfrentou forte precipitação de neve nos últimos dias paralisando meios de transporte público (Crédito da imagem: Tobias Hase/AFP/Getty Images)

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Ainda na Alemanha, o município de Denzlingen, localizado no estado de Baden-Württemberg teve grandes perdas com plantações de maçã, onde a geada intensa congelou as plantas sob frio de -7°C (Crédito da imagem: Patrick Seeger/DPA)

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Neve acumulada em Chisinau, capital da Moldávia, é recorde para um mês de abril (Crédito da imagem: Reprodução/Reuters)

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Neve acumulada em Chisinau, capital da Moldávia, é recorde para um mês de abril (Crédito da imagem: Reprodução/Reuters)

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Cidade de Garmisch-Partenkirchen, no estado da Baviera, Alemanha, coberta por muita neve (Crédito da imagem: Angelika Warmuth/AFP)

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Neve registrada em Wernigerode, estado de Saxônia-Anhalt, Alemanha, foi a mais expressiva para um mês de abril desde 1985 (Crédito da imagem: Matthias Bein/AFP)

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Canteiros de cultivo de tupilas ficaram completamente forrados pela neve no município de Wolfratshausen, estado de Alta Baviera, Alemanha (Crédito da imagem: Matthias Schrader/AFP)

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Vinícolas de Dolegna del Collio, município localizado na província de Gorizia, foram protegidas contra a geada tardia e o frio de temperatura negativa (Crédito da imagem: Carola Nitsch)

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Geada atingiu importantes fazendas produtoras de vinho em Bolzano, província de Trento, Itália (Crédito da imagem: Giorgio Valentini)

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Geada atingiu importantes fazendas produtoras de vinho em Bolzano, província de Trento, Itália (Crédito da imagem: Giorgio Valentini)

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Município de Mrakovica, localizado a apenas 800 metros de altitude, no norte de Bósnia e Herzegovina, acumulou em 24 horas, 50 centímetros de neve (Crédito da imagem: Dragan Pavičić)

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Neve acumulada em Hochkar, Baixa Áustria, no centro da Áustria, sob temperatura de -15°C a 1.500 metros de altitude (Crédito da imagem: Tobias Öhlinger)

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Neve acumulada em Hochkar, Baixa Áustria, no centro da Áustria, sob temperatura de -15°C a 1.500 metros de altitude (Crédito da imagem: Tobias Öhlinger)

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Neve acumulada em Hochkar, Baixa Áustria, no centro da Áustria, sob temperatura de -15°C a 1.500 metros de altitude (Crédito da imagem: Tobias Öhlinger)

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Neve acumulada em Hochkar, Baixa Áustria, no centro da Áustria, sob temperatura de -15°C a 1.500 metros de altitude (Crédito da imagem: Tobias Öhlinger)

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Em Iasi, capital do judet (província) homônima, na Romênia, quantidade de neve para um mês de abril também foi recorde (Crédito da imagem: Muche Bogdan Teodor)

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O município de Mariazell, localizado na província de Estíria, na Áustria, com apenas 868 metros de altitude com relação ao nível do mar registrou quase dois metros de neve em apenas dois dias (Crédito da imagem: Rok Šonaja)

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O município de Mariazell, localizado na província de Estíria, na Áustria, com apenas 868 metros de altitude com relação ao nível do mar registrou quase dois metros de neve em apenas dois dias (Crédito da imagem: Rok Šonaja)

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O município de Mariazell, localizado na província de Estíria, na Áustria, com apenas 868 metros de altitude com relação ao nível do mar registrou quase dois metros de neve em apenas dois dias (Crédito da imagem: Rok Šonaja)

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O município de Mariazell, localizado na província de Estíria, na Áustria, com apenas 868 metros de altitude com relação ao nível do mar registrou quase dois metros de neve em apenas dois dias (Crédito da imagem: Rok Šonaja)

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Município de Czestochowa, localizado na voivodia (distrito) de Silésia, na Polônia, enfrentou forte nevasca nas últimas 48 horas (Crédito da imagem: Błażej Celta)

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Em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, árvores caíram com o peso da neve (Crédito da imagem: Kristijan Velasquez)

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Em Putna, na Romênia, precipitação de neve em 24 horas totalizou 48 centímetros (Crédito da imagem: Joseph Nistor)

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Em Gliwice, município localizado na voivodia (distrito) de Silésia, na Polônia, a neve acumulou quase um metro em apenas 24 horas sendo recorde na região para um mês de abril (Crédito da imagem: Météo Sląsk)

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Nevasca aprisionou dezenas de veículos em rodovias de Odessa, Ucrânia (Crédito da imagem: Reprodução/GSCHS)

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Nevasca aprisionou dezenas de veículos em rodovias de Odessa, Ucrânia (Crédito da imagem: Reprodução/GSCHS)

Se por um lado, a onda de frio tardia trouxe belas imagens da neve, estragos à agricultura ou riscos à trafegabilidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o alastramento do vírus Influenza H1N1 (Gripe Aviária) entre a Ásia e a Europa.

Na última semana, mais de 170 mil aves foram sacrificadas na província de Yongzhou, na China, devido a confirmação de um foco da doença altamente patogênico, da cepa H7N9. Em março, a mesma região já havia enfrentado outra epidemia do mesmo vírus.

Na França, após o surto da doença em fevereiro, onde mais de 600 mil patos foram sacrificados, novas colônias de H1N1 foram encontradas em aves na região do departamento de Las Landas.

Na Espanha, o vírus da Gripe Aviária foi confirmado nos últimos dias na região de Sanxexo, município da província de Pontevedra, no noroeste do país e próximo à fronteira com Portugal.

Além da presença de aves migratórias, cujo fluxo aumenta bastante agora na primavera no Hemisfério Norte, as constantes ondas de frio, como a de agora e o tempo úmido somente colaboram para a disseminação do vírus, inicialmente em granjas e consequentemente com risco de contágio à população.

A OMS reforçou que campanhas de vacinação contra a Influenza H1N1 foram feitas antes de dezembro de 2016, início do inverno astronômico no Hemisfério Norte e que mais de 60% da população indicada foi vacinada, sem surto confirmado, até o momento.

No Brasil, ao contrário dos últimos anos, a campanha de vacinação contra a Influenza H1N1 foi antecipada tendo início no dia 17 de abril. A estimativa do governo é de que 54 milhões de pessoas dos grupos prioritários sejam vacinadas.

Dados meteorológicos

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Anomalia de temperatura em dois metros prevista pelo modelo GFS. (Crédito da imagem: Tropical TidBits)

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Anomalia de temperatura em superfície verificada na sexta-feira (21). (Crédito da imagem: Reprodução/Climate Reanalyzer)

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10 Comments

  1. Posted 23 abril 2017 at 2:22 PM | Permalink

    Impressionante esta onda de frio, acompanho os mapas da Europa a quase 18 anos e não tinha visto um frio tão forte assim na segunda quinzena do mês.
    No sul do Brasil, dados de hoje/23 de abril, indica a entrada de fortíssima massa polar que poderá trazer marcas expressivas (até recorde para o mês) de mínimas, especialmente no topo da serra de SC (região de S.Joaquim/Urupema/Bom Jardim da Serra e Urubici)onde nos vales e baixadas podem ter marcas entre -3/-6°C. Geada ampla e que poderá trazer prejuízos a safrinha de verão em parte de SC e vizinhos.

    • Samuel Piatan
      Posted 30 abril 2017 at 10:21 AM | Permalink

      As pulverizações (chemtrails) fazendo
      “sucesso ” . . .

  2. Antonio Muniz Gomes
    Posted 24 abril 2017 at 6:39 PM | Permalink

    assistindo Manhattan Connection da Globo ontem vi o repórter Pedro apresentando um Café Bar e Ny York em determinado Bairro, pois pasmem tinha quase um metro de neve no chão e em cima dos carros 50 cm de neve. Ué não é primavera por lá? Cadê o famoso aquecimento Global?

  3. Antonio Muniz Gomes
    Posted 24 abril 2017 at 6:42 PM | Permalink

    É pessoal vi outra reportagem da BAND onde o frio era visível na Suíça, ainda. Alguma neve com tempo fechado. E o verão se chegar e for ligeiro? Não vai dar tempo para colher o plantio de frutas e verduras. Agricultura vai ficar muito prejudicada.

  4. Leandro Leite
    Posted 24 abril 2017 at 10:14 PM | Permalink

    O resfriamento global poderia servir para acordar o mundo para desenvolver as regiões em volta do Equador, onde concentram grandes bolsões de miséria, com respaldo para o Brasil com relação ao Norte e Nordeste, seria a salvação do País caso o rico Centro-Sul passe a sofrer com mais frequência geadas tipo 1975.

    • Marcio Pinto
      Posted 26 abril 2017 at 12:13 PM | Permalink

      Também penso nisso. Salvação ou desgraça total. Os ricos atuais fariam de tudo para desalojar e explorar ainda mais os pobres dessas áreas.

  5. Vália Régis
    Posted 29 abril 2017 at 1:22 AM | Permalink

    Gripe Aviária?
    Agora assustou
    Não seria gripe suína H1N1?
    Gripe aviária é H5N1, cujo vírus é letal e para o qual não existe vacina. Por favor, confirme esta notícia, pois é MUITO SÉRIA!!!

  6. Samuel Piatan
    Posted 30 abril 2017 at 10:27 AM | Permalink

    Brrrrrrr….(Vida então,só na África?!…)

  7. Vália Régis
    Posted 10 maio 2017 at 12:57 AM | Permalink

    O subtipo que está circulando entre as aves é H7N9.
    É um subtipo da H5N1, é bom ressaltar,pois este tipo é letal.


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