O ciclo solar 24 com um ritmo muito fraco, enquanto os raios cósmicos continuam a subir


A imagem atual do sol sem manchas

Panorâmica  
O fraco ciclo solar 24 continua na sua transição da sua fase de máximo (2014) para o próximo mínimo solar. No início de 2017, houve 11 dias sem manchas que serão adicionados ao 32 que ocorreram durante a última fase de 2016. A fase sem manchas solares vai aumentar a sua frequência nos próximos anos até o próximo mínimo solar – que provavelmente terá lugar entre o final de 2019 e 2020. Tendo em conta o atual ciclo de contagem o ciclo 24 é o terceiro mais fraco desde que a contagem começou em 1755, continuando a fase de enfraquecimento que começou a partir de ciclo de 21 com o pico em 1980 . Um dos efeitos da baixa atividade solar é o aumento dos raios cósmicos que podem penetrar a atmosfera superior de nosso planeta e isso tem algumas consequências importantes.

 

A comparação de todos os ciclos solares desde 1755 e anomalias. O gráfico é cortesia dos autores Frank Bosse e Fritz Vahrenholt
Terceiro lugar como o mais fraco ciclo solar desde 1755

Uma publicação recente analisou o ciclo solar em andamento e verificou-se que, quando confrontados por anormalidades de manchas solares, com a média do número de meses desde o início do ciclo, percebeu-se que foram só 2 ciclos mais  fracos do atual desde  as observações a partir de 1755. O ciclo de 24 começou em 2008, após um longo e profundo mínimo  solar que vai direto para a história de todos os ciclos solares. O gráfico (abaixo) mostra a acumulação de anomalias negativas das manchas solares a partir do valor médio após o início do ciclo 24 (97 meses) que apenas os ciclos solares 5 e 6 tinham os níveis mais baixos desde 1755. Uma vez que o valor médio do ciclo solar 24 tem 3.817 pontos abaixo da média. Os sete ciclos que precederam o ciclo de 24 tiveram uma maior quantidade de manchas que a média.

 


Observações diárias do número de manchas solares de 01 de janeiro de 1900 de acordo com as influências solares que são recolhidos pelo Centro de Análise de Dados (SIDC). A fina linha azul indica o número de manchas solares diários, enquanto a linha azul escura indica a média anual em curso. Último dia mostrado: 31 de janeiro de 2017 (cortesia do gráfico climate4you.com)
Aumento dos raios cósmicos

Uma das consequências dos longos períodos de baixa atividade solar são a presença dos raios cósmicos que resultam em aumento visível na estratosfera. Em particular, quando  vai para baixo a atividade solar há um aumento dos raios cósmicos  que penetram através da atmosfera superior. Os raios cósmicos  são fótons de alta energia e partículas subatômicas aceleradas a partir de explosões de supernovas distantes e outros eventos violentos que ocorrem na Via Láctea. Normalmente, os raios cósmicos  são mantidos à distância por  o forte campo magnético do sol, que envolve e protege todos os planetas do Sistema Solar. Mas o escudo magnético do Sol continua a enfraquecer enquanto nos aproximamos do próximo mínimo solar, assim como acontece sempre,  e isso permite que os raios cósmicos atingem a atmosfera da Terra em maior número.

Spaceweather.com levou um grande esforço para monitorar os níveis de radiação na estratosfera com frequentes (quase todas as semanas) voos de alta altitude  de balão de ar. Os resultados suportam a teoria de que os raios cósmicos  estão constantemente a aumentar nos últimos meses, uma vez que o ciclo solar 24 começou o seu declínio fisiológico para o próximo mínimo solar. Na verdade, houve um aumento de 11% dos raios cósmicos na estratosfera, de março de 2015 para final de 2016. Os sensores que são enviados para a estratosfera estão monitorando os níveis de radiação através da medição dos raios X e raios gama que aumentam quando você tem um colapso dos raios cósmicos  na atmosfera da Terra. O aumento do fluxo de raios cósmicos  na atmosfera da Terra deverá continuar nos próximos anos quando a atividade solar vai cair para o próximo mínimo previsto em 2019-2020.

 


Os raios cosmicos  constantemente aumentando deste fraco ciclo 24, agora dirigindo-se para o próximo minimo do ciclo; gráfico cortesia spaceweather.com
A possível relação dos raios cósmicos com as nuvens

Alguns pesquisadores tem a certeza que os raios cósmicos  que entram na estratosfera da Terra podem aumentar os aerosóis que aumentam a formação das nuvens.  Este processo e dos raios  cósmicos é uma parte importante, no que respeita tanto o tempo e do clima. Outros pesquisadores, no entanto, permanecem céticos. Eles argumentam que, embora algumas provas de laboratório têm apoiado a teoria de que os raios cósmicos ajudam na formação da nuvem, o efeito resultante é, presumivelmente, demasiado pequeno para ter um efeito considerável sobre a nebulosidade global do nosso planeta e, portanto, um impacto não  importante no clima terrestre.

Em um estúdio publicado em 19 de agosto de 2016, sul numero do Jornal de Pesquisas Geofísicas, Física do Espaço se sustenta  a teoria de uma coligação importante para os raios cósmicos  e a formação das nuvens. De acordo com spaceweather.com, uma Equipe de Cientistas da Universidade de Dinamarca (DTU) e  da  Universidade Hebraica de Jerusalém ligaram e quedas bruscas dos raios cósmicos   para a mudança na cobertura terrestre das nuvens.  Estes rápidos recuos  observados na intensidade dos raios cósmicos galácticos são conhecidos como ““Forbush Decreases”” e tendem a ter lugar depois de ejeções de massa coronal (CMEs) em períodos de alta atividade solar. Quandoo Sol é ativo (quando emite tempestades solares, CMEs etc.), o campo magnético do Sol com o vento solar varra a  maioria dos raios cósmicos galácticos que tem origem a distância da Terra. Durante os períodos de baixa atividade solar, os raios cósmicos bombardeiam mais a Terra. A palavra “Forbush Decreases» é assim nomeado após que o físico americano Scott E. Forbush estudou os raios cósmicos em 1930-1940.

O sistema de rastreio de dados de Jacob Svensmark do DTU tem identificado o mais forte “Forbush Decreases ” entre o 1987 e 2007, observando um aumento  record por meio de pesquisas a partir do solo e de cobertura de nuvens por satélite para ver os resultados. Em um recente comunicado de imprensa,  a pesquisa é  resumida como segue: “A diminuição das nuvens de cerca de 2% corresponde a cerca de um bilhão de toneladas a menos de água líquida na atmosfera” [Strong “Forbush Decreases]”
Outros impactos devido aos raios cósmicos.

Por fim, além de seu possível impacto sobre a formação das nuvens e as alterações climáticas, resulta um aumento da penetração dos raios cósmicos durante os períodos de baixa atividade solar que pode fazer-lo um período muito mais perigoso para os astronautas. Com um aumento raios cósmicos potentes podem facilmente disgregar o filamento do DNA humano. Além disso, durante os anos com um número menor de manchas solares, a Radiação extrema ultravioleta do Sol (EUV) se abaixa, e assim a alta atmosfera terrestre se resfria contraindo-se  e abaixando-se.  Com uma menor resistência aerodinâmica, os satélites têm menos dificuldade em manter-se em órbita e isso é encarado com positividade.

Por outro lado, os resíduos presentes no espaço tendem a acumular-se, fazendo com que o espaço em volta da Terra fique uma área muito perigosa para a navegação dos astronautas.

Pensamentos finais

O monitoramento dos raios cósmicos através spaceweather.com  agora se expandiu globalmente. Nos últimos meses, têm implementado locais de lançamento em três continentes: América do Norte, América do Sul e Europa e acima do circulo Ártico. O objectivo é lançar balões em muitas áreas  mapeando a distribuição dos raios cósmicos em torno do nosso planeta. Spaceweather continuará a difundir  os resultados nos próximos meses quando o ciclo solar 24 será direcionado para  o próximo profundo mínimo solar.

 

 

Para mais informações, visite o site ” Intercontinental Space Weather Balloon Network “.

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One Comment

  1. LUCIANO
    Posted 1 março 2017 at 3:56 PM | Permalink

    ANTES DE MAIS NADA, BOA TARDE E QUE TORÇO PELO RESFRIAMENTO, POIS ADORO FRIO (EU, SENDO BEM EGOISTA…KKK)
    SAND, MODELOS INDICAM EL NINO VOLTANDO NESSE INVERNO/PRIMAVERA 2017.
    NÃO ERA PRA SER DOIS ANOS CONSECUTIVOS DE LA NINA?


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