Cientista leader diz que o risco de uma nova Pequena Idade do Gelo é real

E ‘ conhecido por climatologistas como a “Pequena Idade do Gelo”, um período que começa com 1600, quando invernos severos no Reino Unido e na Europa eram frequentemente devastadores. Sempre mais frio  avançando com a caída da atividade magnética do nosso SOL, o Sol excepcionalmente inativo e o período foi chamado de minimo de Maunder.

Agora um cientista que trabalha no centro da cidade da Universidade de Reading  disse que a taxa atual de declínio da  atividade solar é tal que existe um risco real de ver um retorno a essas condições.

Então eu fui para ver o professor Mike Lockwood, do Centro Espacial Meio Ambiente de Física, ao olhar para o trabalho que levou à possível conexão entre os vários modelos de atividade solar e o clima.

Segundo o professor Lockwood, a segunda parte do século 20 foi uma época em que o Sol era invulgarmente muito ativo chamado ‘Big Max’ teve lugar por volta de 1985.

Desde então, o Sol é sempre mais silencioso.

A atividade solar fevereiro 2016

Olhando para trás no tempo para alguns isótopos nos núcleos de gelo, ele tem sido capaz de determinar como o Sol se manteve ativo ao longo de milhares de anos. Após análise dos dados, o Professor Lockwood acredita que a atividade solar está agora caindo mais rapidamente do que em qualquer período nos últimos 10.000 anos.

Ele encontrou 24 outros períodos semelhantes nos últimos 10.000 anos, quando o Sol estava exatamente no mesmo estado em que é agora – e o atual declínio é mais rápido que esses 24 ocasiões. Com base nos seus resultados, foi descoberto que, na verdade, existe o risco de um novo mínimo Maunder, o pressuposto de menos de 10% de probabilidade de um novo minimo de Maunder há alguns anos atrás agra tem uma probabilidade de  25-30%.

A repetição do mínimo solar de Dalton, que ocorreu no início de 1800, que também teve o seu bom período de invernos frios e verões ruins, mas que, segundo ele, é mais provável que isso não irá acontecer.

Ele acredita que já estamos começando a ver uma mudança em nosso clima – testemunhar os invernos mais frios e verões pobres dos últimos anos – e ao longo das próximas décadas, podemos cair em um novo mínimo de Maunder. Naturalmente isso se fala nos círculos dos verdadeiros cientistas e não no club dos aquece mentistas bem pagos para mentir como fazem os pseudo-cientistas da NOAA/NASA com a cumplicidade da mídia que é bem acostumada a mentir  e a manipular a opinião publica. Qualquer acostamento com a mídia brasileira não é ocasional.  

Repita uma mentira cem, mil, um milhão de vezes e ela se tornará uma verdade

E ‘deve-se ressaltar que nem todos seriam invernos tão graves; nem verões de todo ruins. Mas invernos rigorosos e verões mais freqüentes que se tornam instáveis. O professor Lockwood não fala em sua descrição dos potenciais impactos que esses cenários teriam para o Reino Unido.

Ele diz que essa mudança do nosso clima pode ter profundas implicações para a política energética e nossa infra-estrutura de transporte. Embora o maior impacto dessa mudança liderado por a atividade solar  seria regional, como aqui no Reino Unido e em toda a Europa, haverá, contudo, também implicações globais.

De acordo com uma pesquisa conduzida por Michael Mann em 2001, um torcedor do aquecimento global causado pelo homem, o mínimo de Maunder, em 1600 foi estimada uma queda na temperatura entre 0.3C a 0.4C globalmente.

Vale ressaltar que a maioria dos cientistas acreditam que o aquecimento global a longo prazo não desaparece. Qualquer resfriamento global causado por este fenómeno natural acabaria por ser temporário e se as projeções estiverem corretas, a longo prazo, o aquecimento causado pelo dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa iria cobrir este resfriamento causado pela minor  energia solar.

Mas a Europa ocidental norte poderia ser um porta-voz de uma nova “Pequena Idade do Gelo”, que poderia tornar-se de grandes proporções com graves implicações políticas, porque as temperaturas globais podem cair bastante, ainda que temporariamente, e ser capaz de eliminar grande parte do aquecimento que ocorreu desde 1950.

Fonte: BBC Tempo

3 Comments

  1. Edneia dos santos
    Posted 20 março 2016 at 10:22 PM | Permalink

    eu acredito em sua pesquisa acho que isso vai acontecer logo como posso mi proteger

  2. Leandro Leite
    Posted 21 março 2016 at 1:08 PM | Permalink

    Se essa pequena idade do gelo acontecer existe a possibilidade de nevar em Goiás na localidade de Chapadão do Céu (Vale ressaltar que a cidade é uma das menores do estado, no entanto uma das mais ricas, e é a cidade mais fria do estado), pois a vizinha sul-mato-grossense Chapadão do Sul com altitude semelhante registrou 4 C em 2013 com umidade elevadíssima, o que que das condições da ocorrência do fenômeno em pleno cerrado, as duas cidades já tiveram o maior IDH de GO e MS em 2000 na antiga metodologia, são cidades voltadas ao agronegócio e tal possibilidade seria um risco real à economia, poderia também nevar em Campo Grande/MS, pois em 2009 e 2010 a capital sul-mato-grossense registrou valores próximos dos 4 C com chuva, também no Mato Grosso a ocorrência do fenômeno poderia se dar em Chapada dos Guimarães e Serra de São Vicente e mais ainda na Serra de Monte Cristo, a possibilidade também seria forte no Maciço do Urucum em Corumbá/MS no Pantanal, pois tem mais de 1000 m de altitude e a cidade que tem só 100 m já registrou 6 C com chuva, foi em 2009.

  3. Antonio Gomes
    Posted 25 março 2016 at 9:31 PM | Permalink

    Realmente o Hemisfério Norte até o momento tem apresentado temperaturas baixas, enquanto no Sul as temperaturas se mantém acima da média. Algo não vai bem com o clima.


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