Clima Brasil: O El Niño e os efeitos no Brasil

Você vai ouvir cada vez mais os meteorologistas e a imprensa mundial falar do El Niño. Este fenômeno oceânico-atmosférico é caracterizado por aquecimento anormal, mas natural, das águas na porção central e leste do oceano Pacífico Equatorial. Mas só podemos dizer que um El Niño está ocorrendo quando este aquecimento for igual ou superior a 0,5 °C e por três trimestres consecutivos.

O aquecimento da água do mar ocorre também em profundidade e não apenas na camada superficial do oceano. Então, quando nos referimos ao El Niño, estamos dizendo que uma enorme massa de água está mais quente do que o normal. Esta elevação de temperatura é tão poderosa que muda o curso normal dos ventos e das correntes marinhas. Isto causa mudanças profundas na quantidade e na forma como chove e na temperatura em diversas regiões do planeta.

https://sandcarioca.wordpress.com/2010/05/25/a-influencia-dos-fenomenos-climaticos-nino-e-nina/

O El Niño de 2015 está preocupando porque está muito parecido com o El Niño que ocorreu entre os anos 1997 e 1998, considerado o evento mais intenso já observado.

 

 

 

 

As áreas do planeta mais próximas da região oceânica onde ocorre o aquecimento do El Niño são as mais afetadas. O El Niño pode fazer uma região mais chuvosa ou mais seca do que o normal, para uma determinada época do ano. Pode fazer com que uma região fique mais quente e mais seca, mas úmida e mais fria. O El Niño altera o clima. Seus efeitos podem ser bons e ruins. No Brasil, os maiores impactos do El Niño são o aumento da chuva na Região Sul e a seca na Região Nordeste. Outro efeito é deixar o Sudeste e o Centro-Oeste mais quentes.

Os mapas da animação representam a anomalia (diferença entre o real e a média histórica) da temperatura superficial da água do mar (TSM). Os tons de azul indicam anomalia negativa, o que quer dizer que a TSM está abaixo da média. Os tons de alaranjado e vermelho indicam que a anomalia é positiva, o quer dizer que a TSM está acima da média.

Os mapas mostram como estava a anomalia da TSM no Pacífico Equatorial (região circundada) no começo de cada mês, de janeiro até outubro de 2015. Veja como a região circundada, a costa do Peru, a região da costa oeste do México, vão ficando cada vez mais vermelhas. É o El Niño.

29/09/2015 às 13:22
por Josélia Pegorim

Atualizado 05/10/2015 às 17:05

 Este boletim é atualizado semanalmente, às segundas-feiras, e analisa a temperatura e a anomalia da temperatura da água do mar na região onde ocorrem os fenômenos oceânicos globais El Niño e La Niña. Os dois fenômenos são observados na porção central equatorial do Oceano Pacífico. Este região é usualmente denominada região Niño 3+4 ou Niño 3.4.

 

Entenda as siglas e termos

TSM:  temperatura superficial da água do mar

ENOS: El Niño – Oscilação Sul

Anomalia de temperatura: – diferença entre a temperatura observada real e um valor médio de referência, normalmente a média histórica de 30 anos. A anomalia é positiva quando a temperatura real fica acima do valor médio. A anomalia é negativa quando a temperatura real fica abaixo da média.

O El Niño é caracterizado por uma anomalia positiva de pelo menos 0,5°C, por três trimestres consecutivos e ininterruptos. A La Niña é caracterizada por uma anomalia negativa de pelo menos 0,5°C no mesmo período

Análise semanal da anomalia da TSM na região Niño 3.4

As condições atuais da anomalia da TSM no Pacífico Equatorial indicam a presença do fenômeno El Niño. No período de 26 de setembro a 3 de outubro de 2015, a anomalia da TSM na região Niño 3.4 estava positiva e variando de 2,0°C a 3,0°C acima da média, em toda área de análise. Mas em pequenas áreas entre as longitudes 140°W e 120°W, a anomalia superava os 3,0°C. Em relação à semana passada, essa bolha mais quente teve uma ligeira expansão sobre a área do Niño 3.4.

Na semana anterior,  no período de  20 a 27 de setembro de 2015, a anomalia da TSM na região Niño 3.4 estava positiva e variando de 2,0°C a 3,0°C acima da média. Porém, numa pequena área próxima da longitude 120°W, a anomalia superava 3,0°C.

Segundo a análise da NOAA/EUA, atualizada em 5 de outubro de 2015, a média da anomalia da TSM na região Niño 3.4 no último mês foi de 2,4°C positiva. Houve um aumento de 0,1°C em relação ao observado anteriormente.

O quadro abaixo mostra a situação de 28 de setembro de 2015

Anomalia da temperatura subsuperficial do Pacífico Equatorial

Estes gráficos mostram a anomalia da temperatura subsuperficial do Pacifico Equatorial até a profundidade de 300 m. Os tons de vermelho representam a anomalia positiva (temperatura acima do normal) e os tons de azul representam a anomalia negativa (temperatura abaixo do normal).

Nos últimos dois meses, a grande bolha de água de quente (mancha em tons de vermelho) continuava persistente. A presença desta massa de água quente em profundidade é um dos fatores analisados para se verificar o estágio de progressão do El Niño.

 

Anomalia semanal da temperatura  subsuperficial  1 de agosto a 15 de setembro de 2015

http://www.climatempo.com.br/

UPDATE 1 Depois de tudoo El Niño tem alguns aspectos deslumbrantes… vejam o que está acontecendo no deserto do Atacama com as chuvas depois de 5 anos de seca….

Todos os tons de rosa, e não só graças a um tapete de flores. E ‘o fenômeno causado pelo El Niño, que oferece um espetáculo único de cor ao deserto de Atacama, um dos lugares mais secos da Terra. Um evento excepcional que atrai turistas e estudiosos de todo o mundo para ver na área norte do Chile os milhares de espécies de amarelo, vermelho, branco e roxo que crescem nessas áreas geralmente secas. Floração, que ocorre a cada quatro ou cinco anos, atingiu uma intensidade sem precedentes. “E ‘o efeito da grande quantidade de precipitação ocorrida este ano”, diz Raul Cespedes, um estudioso da Universidade de Atacama. “El Niño”, que pode causar secas severas, bem como inundações, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) tem “um grande impacto” no clima global: a elevação da temperatura do Oceano Pacífico que se segue é capaz ventos da mudança e da precipitação na América Latina. Inundações em março, que resultou em dezenas de mortos e feridos, permitiram bulbos e rizomas multiplicar, preparando o palco para este florescimento excepcional, o segundo na primavera do sul, que atraiu turistas de todo o mundo
30 de outubro de 2015
Chile cores El Niño Deserto de Atacama floreios
Chile cores El Niño Deserto de Atacama floreios
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Chile cores El Niño Deserto de Atacama floreios
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Chile cores El Niño Deserto de Atacama floreios
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