Fraudadores “verdes”

A organização ambientalista Greenpeace, conhecida por salvar baleias e tigres, está envolvida em especulações na bolsa de valores e desvio de doações de cidadãos comuns.

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Os repórteres omnipresentes do jornal britânico The Guardian conseguiram acesso a documentos internos da organização e aprenderam muito novo. Descobriu-se que um dos oficiais “esbanjou” nem mais nem menos que 4 milhões de euros tentando jogar em taxas de câmbio.

A versão oficial do sucedido é a seguinte: o empregado estava jogando na bolsa de valores para o benefício da organização. Dizia que a maioria das doações vêm da Europa e depois é preciso trocar os euros por outra moeda. E, aparentemente, para isso é preciso jogar na bolsa.

Há que notar que os ambientalistas, para evitar mais escândalos, rapidamente se livraram do empregado negligente. Só é uma pena que a Greenpeace não pode fazer o mesmo com o seu diretor geral, que, como se descobriu, é um ávido viajante.

Pascal Husting voa várias vezes por mês: do escritório em Amsterdã para sua esposa e filhos em Luxemburgo. E tudo isso à conta da organização. Ele já “voou” várias centenas de milhares de dólares. E uma quantidade de emissões enorme. E sabe-se que aviões causam 10 vezes mais dano à natureza do que trens.

Mas o próprio Husting diz que o caminho de trem lhe leva demasiado muito tempo. Mais precisamente, levava. Agora que o diretor-geral está na mira de ambientalistas fervorosos, ele vai ter que aparecer na estação mais frequentemente. Ou então ele pode, finalmente, mudar-se para mais perto de seu escritório.

Assim que todos os indiferentes ao estilo de vida “verde” agora pensarão várias vezes antes de sacrificar outros 100 euros para a revitalização das florestas ou o combate aos gases de efeito estufa. Nunca se sabe para onde mais quererá ir o diretor geral.

 

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