Yellowstone – belo e terrível

UPDATE 1 27/04/2014

Especialistas e vulcanólogos não acreditam que a migração de bisões no parque nacional de Yellowstone e os sismos cada vez mais frequentes sejam precursores de uma nova erupção gigante (há 2,1 milhões de anos, as cinzas expelidas pelo vulcão de Yellowstone cobriram um quarto do território do que hoje são os Estados Unidos).
De acordo com Peter Chervelli, um vulcanólogo do Serviço Geológico dos EUA, o abalo que ocorreu no parque nacional de Yellowstone no início de abril 2014, embora fosse o maior dos últimos 30 anos, não deve causar preocupação.

Como esse, no mundo há pouco mais de vinte. O Yellowstone, no noroeste dos Estados Unidos, não é apenas um vulcão, é um supervulcão. Um dos maiores na Terra. E faz quase um mês que ele superou todos seus irmãos vulcânicos no campo mundial de informação… porque “acordou”!

Yellowstone, vulcão, erupção, parque nacional

Os primeiros a sentirem os tremores – ainda no final de março – foram os habitantes do estado norte-americano de Wyoming. Naturalmente, eles se assustaram. E ficaram ainda mais assustados quando viram que os animais estão nervosos. Começou o pânico. E os cientistas – como é próprio de cientistas – começaram uma discussão: haverá ou não uma erupção, varrerá ou não o Yellowstone metade do planeta da face Terra… E continuam discutindo!

O professor do departamento de petrologia da Faculdade Geológica da Universidade Estadual de Moscou Pavel Plechov está entre aqueles que acreditam que não há razão para temer Yellowstone, pelo menos por agora:

“Nos últimos 70 mil anos – depois da mais recente erupção de Yellowstone – houve pelo menos mil terremotos assim. No entanto, isso não causou erupções. Uma série bastante grande de terremotos ocorreu em 2004, em 2007, e em 2009-2010. Esta é a vida normal da área. Por enquanto não existem nem se esperam nenhumas indicações de uma erupção global.”

Yellowstone é uma terra esplêndida e maravilhosa. Não é por nada que lhe foi atribuído o estatuto de parque-reserva nacional. Yellowstone não é uma montanha. Tipicamente, vulcões têm geralmente a forma de um cone. Mas Yellowstone é um supervulcão: quando explodem gigantes assim, já não restam montanhas, formam-se cavidades, depressões, chamadas caldeiras. As dimensões da caldeira de Yellowstone são aproximadamente 55 por 72 km! Ela tem paredes íngremes de uma altura de 2.805 metros acima do nível do mar. Esta cavidade é tão grande que só foi conseguido observá-la e estabelecer seus limites nos anos 60 do século passado, quando apareceram as primeiras imagens de satélite de alta qualidade.

Só então os cientistas perceberam que por baixo de florestas, prados, rios, lagos, cânions está um mar de magma. Tornou-se clara também a origem das centenas de gêiseres de Yellowstone… Um paraíso na cratera de um vulcão – eis o que é Yellowstone!

Ao longo de toda sua história este supervulcão entrou em erupção três vezes: pouco mais de dois milhões de anos atrás, passado mais um milhão, e 640 mil anos atrás. Segundo vulcanólogos, os piores danos foram causados da primeira vez: toda a vida ao redor foi queimada e destruída. Foi depois daquela erupção que surgiu a caldeira, e depois ela apenas mudou de forma. E essas mudanças resultaram naquilo que agora é admirado por milhões de turistas: gêiseres, flora única, fauna única.

No Parque Nacional de Yellowstone habitam alces, bisões, veados, ursos, lobos, coiotes, castores, águias, pelicanos. Rios e riachos locais estão cheios de peixes. O lugar está constantemente cheio de fotógrafos. Aqui trabalham incansavelmente biólogos.

E equipes de filmagens gostam de vir trabalhar em Yellowstone. No entanto, depois disso muitas vezes surgem “histórias de horror” como o filme-catástrofe “2012”, que mostra um tremor das entranhas da terra que leva à explosão do supervulcão de Yellowstone. Depois de filmes assim é fácil assustar-se com qualquer terremoto, o que aconteceu esta primavera. Mas os cientistas mantêm a calma. Segundo Pavel Plechov, existe um serviço especial nos EUA que prevê que na área de Yellowstone não haverá erupções catastróficas por mais um milhão de anos no mínimo:

“A caldeira de Yellowstone é uma das caldeiras mais bem observadas na Terra. Existe lá um observatório vulcanológico permanente. A atividade sísmica, o comportamento dos gases, e muitos outros parâmetros estão sendo monitorados 24 horas por dia… Yellowstone está bem estudado – é por isso que qualquer pequeno acontecimento lá causa uma reação imediata da mídia mundial.”

Esperemos que os cientistas estejam certos. No entanto, outra coisa também está clara: explorar 100% um milagre da natureza como o Yellowstone é impossível em princípio. Por mais que nos acalmemos a nós próprios, pode-se esperar qualquer coisa dele.

 

Ao mesmo tempo queria perguntar se esta noticia é verdadeira, falsa, (como eu acho), ou tem só alguns termos verdadeiros e outros falsos:

Brasil, Argentina e Austrália assinam contratos no valor de centenas de bilhões de dólares para abrigar deslocados população dos EUA, quando Yellowstone entra em erupção 

Em baixo o artigo completo:

http://intellihub.com/report-brazil-argentina-australia-sign-contracts-worth-hundreds-billions-dollars-house-u-s-populace-yellowstone-supervolcano-erupts/

5 Comments

  1. Antonio Muniz Gomez
    Posted 26 abril 2014 at 12:19 AM | Permalink

    É algo estranho no ar. A terra em volta em muitas áreas já começa a inchar. Gases já começam a sair da região, e os terremotos estão começando aumentar, tudo parece como qualquer outro vulcão. Geralmente é assim que começa. O lagos da região já se aquecem. Mas isso ninguém quer ver nem pode ser mostrado. Mas se morasse perto faria como os animais, ia embora.

  2. Antonio Muniz Gomez
    Posted 27 abril 2014 at 2:16 PM | Permalink

    Há ligação entre o vulcanismo e o comportamento solar?

    • Posted 27 abril 2014 at 2:38 PM | Permalink

      Temos varios estúdios que estão indo nesse sentido. Ninguem ainda tem provas cientificas mas muitos agora tentam provar que as fases solares, MAXIMO- MINIMO DO CICLO NATURAL E os MAIS FORTES MAXIMOS E PROFUNDOS MINIMOS, tem um impacto no vulcanismo e nos terremotos assim como a lua tem um impacto na maré. O que se tenta provar é que o magnetismo solar, nas suas varias fases, tem um impacto no magnetismo terrestre causando assim mudanças no numero de terremotos fortes e no numro de vulcanos ativos.

  3. Antonio Muniz Gomez
    Posted 1 maio 2014 at 3:44 PM | Permalink

    Uma coisa é certa a declaração desse departamento americano de serviço especial nos EUA que prevê que na área de Yellowstone não haverá erupções catastróficas por mais um milhão de anos no mínimo:” bem essa declaração é falsa. Há nos dados cronológicos, que esse vulcão têm um histórico de erupções que estão sempre a diminuir o espaço de tempo entre as erupções. A primeira foi há dois milhões de anos, depois outra a Hum milhão de anos, a ultima a 650.000.000. Então o prazo já passou mais de 30 mil anos. Ele já está atrasado.”

    • Antonio Muniz Gomez
      Posted 1 maio 2014 at 3:44 PM | Permalink

      Errata 650.000 anos.


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