Meteorologia coloca energias “renováveis” em xeque

UPDATE:

A gigante da engenharia alemã Siemens confirmou que está completamente terminando seu negócio de energia solar. O envolvimento terminou em um desastre, custando para a Siemens cerca de um bilhão de euros. Planos para vender seu negócio de energia solar tinha chegado a nada, a Siemens admitiu segunda-feira em que confirma a reportagem do jornal alemão “Handelsblatt”. O envolvimento terminou em um desastre, custando Siemens cerca de um bilhão de euros (1,3 bilhão) -.Deutsche Welle , junho 17, 2013

 A Siemens é. ou melhor era, a maior empresa de engenharia da Europa , e a Siemens perdeu a paciência com o seu CEO após a expansão de Peter Loescher em energia verde e aquisições caras que levaram a um corte de um quinto na  previsão de lucro. Funcionários do Conselho Fiscal pediram ao 55-year-old nativo austríaco de ser deposto. Um elemento-chave da estratégia de crescimento de Loescher foi o anúncio em 2009 que ele iria transformar a Siemens em uma “infra-estrutura gigante verde”, anunciando uma unidade em tecnologia solar para promover a Siemens como parceiro para as empresas e governos interessados ​​em usar mais energias renováveis. Na reunião geral anual de 2010, ele usava uma gravata verde e pediu uma “revolução verde”. Desde que Loescher assumiu em julho de 2007, as ações da Siemens  caíram 22 por cento.-Alex Webb, Bloomberg , 29 de julho de 2013

A Siemens não é a única empresa alemã para a qual o negócio de energia solar acabou por ser uma grande dor de cabeça. Numerosos especialistas em energia fotovoltaica estão à beira da falência por causa da concorrência da Ásia, especialmente a China, que estão sendo investigados pelos órgãos reguladores por supostas políticas de dumping de preços.

O problema é que os paneis solares da China falham depois de 2 anos, em media, por defeitos na superfície, e não conseguem chegar aos 25/30 anos que seria a vida útil para ter um retorno econômico dos custo do equipamento. 

http://theresilientearth.com/?q=content/solar-power-failing-world-wide

http://www.nytimes.com/2013/05/29/business/energy-environment/solar-powers-dark-side.html?pagewanted=all&_r=2&

As usinas eólicas estão tendo uma produção insignificante no Reino Unido, enquanto as usinas solares na Alemanha estão praticamente inativas devido à baixa incidência solar no país europeu. Tais fatos estão impondo sérios reveses aos planos de promoção das energias “renováveis” no Velho Continente, além de representar um duro golpe no discurso catastrofista sobre as mudanças climáticas. Ao lado de tais contratempos, o crescente número de desmentidos dos fenômenos extremos no Ártico, Antártica, e outros, bem como o crescente descrédito do alarmismo climático, estão colocando em xeque a ideologia ambientalista – que, definitivamente, já teve dias melhores.

Em seu blog Bishop Hill (2/03/2013), o jornalista inglês Andrew Montford revela que, nos últimos dias, as turbinas eólicas do Reino Unido estão gerando apenas “um décimo de um por cento de toda a demanda” de eletricidade do país, devido à escassez quase absoluta de ventos. Além disto, diz ele, outros países da Europa que investiram maciçamente na energia eólica estão em situação parecida, com as turbinas paradas por falta de ventos fortes.

Na Alemanha, a situação não é melhor, já que as suas usinas solares tampouco estão tendo uma boa produtividade nas últimas semanas. Segundo a revista Der Spiegel (18/01/2013), apesar de o país europeu já ter investido mais de 100 bilhões de euros em subsídios para as usinas solares, o parque solar alemão – comumente citado como exemplar pelos ambientalistas -, praticamente, não têm gerado eletricidade, pois o final do inverno tem sido marcado por condições meteorológicas bastante desfavoráveis, com tempo nublado por semanas a fio. Para evitar problemas de desabastecimento, o operador do sistema elétrico alemão Tennet recorreu a um plano de emergência, reativando uma usina termelétrica na cidade de Graz, na vizinha Áustria.

Tentando contrabalançar o impacto da enorme ineficiência das usinas solares junto à opinião pública alemã, os lobistas das indústrias de painéis solares têm se esmerado em alardear as exageradíssimas vantagens da modalidade, como a repetida afirmativa de que a capacidade de geração total das usinas solares alemãs equivale ao dobro da capacidade das nucleares do país.

De fato, tomando-se a capacidade instalada, os números são os seguintes (2010): termelétricas: 69 GW; eólicas: 27 GW; nucleares: 20,5 GW; solares: 17 GW; hidrelétricas: 11 GW; outras: 12,5 GW.

Todavia, a geração total real, em 2011, foi de 629 TWh, assim distribuídos: termelétricas: 362 TWh; nucleares: 108 TWh; eólicas: 46,5 TWh; biomassa e resíduos: 43,6 TWh; hidrelétricas: 24,6 TWh; solares: 19 TWh.

Evidentemente, após a extemporânea decisão política da chanceler Angela Merkel, em 2011, de desligar oito dos 17 reatores nucleares do país, após o desastre da usina japonesa de Fukushima, a capacidade instalada nuclear caiu para 12 gigawatts, aumentando ainda mais a desproporção com o parque eólico. Na prática, porém, os sistemas de energia solar só conseguem operar no limite de sua capacidade quando estão expostos a uma quantidade de radiação solar excepcional, com ângulos de incidência dos raios solares ideais e com temperaturas ótimas para a sua operação – ou seja, condições raramente vistas fora dos laboratórios de teste. Em realidade, todas as usinas solares combinadas geram, em média, menos eletricidade do que a produzida por duas usinas nucleares. Além disso, a Sociedade Alemã de Física emitiu recentemente um relatório, no qual atesta que “essencialmente… a energia solar não tem condições de substituir qualquer outra usina a mais”.

Na Alemanha, os subsídios à energia solar foram implementados pelo governo de Merkel, em meio ao seu esforço em promover o fim das usinas nucleares do país, e promover a transição para uma matriz energética de “baixo carbono”. Todavia, diante dos dados acima, diversas lideranças políticas alemãs, incluindo membros do governo, já admitem que a idéia da promoção das renováveis acabou se mostrando um grande erro econômico.

Novos números divulgados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Renânia-Westfália atestam o fato de que a promoção das renováveis foi um erro. Os especialistas da organização calcularam os custos adicionais impostos aos consumidores alemães após a introdução de mais usinas solares ao sistema elétrico do país, em 2011. Segundo o levantamento, a medida redundou, somente para as usinas inauguradas naquele ano, em um custo total adicional de 18 bilhões de euros em subsídios para os próximos 20 anos – subsídio garantido pela Lei de Energias Renováveis vigente. Graças a esta legislação, “a demanda vem crescendo e crescendo”, afirmou Manuel Frondel, um dos técnicos que elaborou o estudo.

Para Frondel, todavia, os encargos dos subsídios às renováveis, atualmente em 3,59% por kWh a mais na conta de luz dos alemães, podem ser ampliados, em um futuro próximo, para 4,7%. Segundo o especialista, tal ampliação na cobrança representará, para a maioria das famílias alemãs, um custo anual extra de 200 euros. Para o economista Georg Erdmann, membro do grupo de monitoramento da transição energética indicado por Merkel, a expansão da energia solar é uma ameaça ao planejado fechamento definitivo das usinas nucleares do país.

Outra voz crítica com relação à energia solar na Alemanha é a do ministro da Economia, Philipp Rösler, que pretende estabelecer um limite aos subsídios para a energia solar. Segundo a sua proposta, a expansão de tal fonte energética deverá ser, no máximo, de 1.000 MW anuais em todo o país. Outra proposta, apresentada pela Comissão de Monopólios, e que conta com o apoio do Conselho Alemão de Especialistas Econômicos, é ainda mais radical: pretende eliminar todos os subsídios garantidos pela Lei de Energias Renováveis em vigor.

Agravando o quadro das “renováveis” na Alemanha, a indústria de equipamentos relacionados com tais fontes está em franco declínio no país: em 2004, a nação européia era responsável por 69% de toda a produção mundial de painéis solares, número que caiu para 20%, em 2011. A antiga gigante alemã do setor, Solarworld, está enfrentando uma séria crise devido à baixa demanda e outras empresas, como a Solon e Solar Milennium, antes consideradas modelares, faliram. Um dos casos mais recentes foi o da Schott Solar, situada em Alzenau (próximo a Frankfurt), que fechou as suas portas, resultando na perda de 276 postos de trabalho e de 16 milhões de euros em subsídios cedidos pelo governo durante a sua existência.

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