Sacolas plásticas banidas ainda não têm substituto

Havia falado dos sacos plásticos e do erro de trocar eles com sacos de outros tipos, e agora que S. Paulo proibiu o uso dos sacos plásticos nos supermercados quero falar mais uma vez, e espero a ultima, desses SACOS porqué a coisa me deixa na mais esquálida indiferença e estou de “saco cheio” mesmo. Acho que  o saco  plastico não é o maior problema ambiental da humanidade, e se a gente não usa sacos plasticos dos supermercados que depois todos usam como lixeira diaria,  vc comprerá mais sacos pra lixeira e sou sempre sacos de plastica. Trocar um saco de plastico de graça com um outro saco de plastico que vc paga é brincadeira dos ecologistas traficantes que querem sempre mais dinheiro.

Os unicos que se beneficiam dessa medida são os fabricantes de sacos de plastico pra lixeira que custam MUITO CARO. Olhem os preços nos supermercados desse sacos pra lixeira e virão que é um bom negocio para os fabricantes vender mais desses sacos,  e como sempre e preciso olhar o $$$$$$ dos VERDES dos pseudo ecologistas financeiros.

https://sandcarioca.wordpress.com/2011/03/07/saco-plastico-causa-menos-danos-que-ecobags-diz-relatorio/

https://sandcarioca.wordpress.com/2011/01/26/ciencia-ambiental-nao-troque-as-sacolas-plasticas-ainda/

https://sandcarioca.wordpress.com/2010/08/12/malditos-sacos/

Econômico ou ambiental

Os supermercados de São Paulo deixarom de distribuir gratuitamente sacolas plásticas.

Medidas semelhantes começam a ser discutidas pela União Europeia para reduzir gradualmente o uso das sacolas no continente.

Mas qual seria a melhor maneira de lidar com os problemas ambientais causados pelo uso excessivo de sacos plásticos?

No caso de São Paulo, a medida trará uma redução de até 7 bilhões no número de sacolas plásticas descartadas no Estado, segundo estimativa da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Com isso, os supermercados terão uma economia mensal de R$ 17,5 milhões. Mas segundo João Galassi, presidente da entidade, o objetivo da medida é ambiental e não econômico. (ahahahahah e vc acredita??)

A Apas estuda também uma forma de emprestar sacolas reutilizáveis para consumidores que forem aos supermercados, as chamadas “sacolas ecológicas”, geralmente feitas igualmente de plástico ou de tecido.

Sacolas não descartáveis

Não há um substituto perfeito para as sacolas de plástico descartáveis. Sacolas mais pesadas e resistentes, feitas de plástico ou tecido, podem causar um impacto ambiental maior que o das sacolas descartáveis.

No ano passado, a agência britânica do Meio Ambiente divulgou um estudo calculando quantas vezes uma sacola reutilizável tem de ser usada para causar menos impacto ambiental do que uma sacola descartável (de plástico e papel).

Se uma sacola de plástico for usada apenas uma vez, por exemplo, sua equivalente de papel tem de ser usada ao menos três vezes para compensar a quantidade maior de carbono usada na produção e transporte.

Já uma sacola plástica reutilizável tem de ser reutilizada ao menos quatro vezes – e uma de tecido 131 vezes – para compensar seu impacto ambiental em relação a uma sacola plástica descartável.

O estudo levou em conta que as sacolas não descartáveis são maiores e podem transportar mais produtos que as descartáveis.

Já levantamento da Universidade do Arizona, de 2010, afirmou que sacolas reutilizáveis seriam “terreno fértil para perigosas bactérias de origem alimentar”.

Porém, a pesquisa foi financiada pelo Conselho Americano de Química, integrado por diversos fabricantes de sacolas plásticas, e por isso criticada por associações de consumidores.

Sacolas biodegradáveis

A Comissão Europeia estuda novas formas de classificar sacolas biodegradáveis e compostáveis.

As compostáveis só podem ser recicladas em indústrias especializadas. Já as biodegradáveis podem se deteriorar no ambiente, porém de duas formas diferentes:

– As feitas a partir de milho são mais bem decompostas em aterros sanitários, porém produzem gás metano (causador de efeito estufa mais potente do CO2) durante sua decomposição.

– As de tipo oxo-biodegradável se deterioram em contato com o ar e com a água, mas não em aterros sanitários.

Segundo a empresa britânica Symphony, produtora de sacolas oxo-biodegradáveis, elas podem ser “programadas” para se desfazer em um período entre seis a 18 meses.

Sacolas de papel

De acordo com estudo da agência britânica de Meio Ambiente, além do maior dano ambiental, as sacolas de papel também são menos reutilizadas pelos consumidores – principalmente como sacos de lixo.

Tradicionalmente, as sacolas de papel são as mais utilizadas nos EUA, apesar de causarem maior impacto ambiental em relação às feitas de plástico.

Segundo o ativista Ted Duboise, do site “Relatório sobre Sacolas Plásticas”, a preferência americana pelas sacolas de papel se explica pela força do lobby da indústria madeireira do país.

Sacolas plásticas na Europa

Na Europa, diversos países já trabalham individualmente na redução das sacolas plásticas. Contudo, a Comissão Europeia se prepara agora para enfrentar o problema em todo o bloco.

Segundo o órgão executivo da União Europeia, 27 países do bloco jogam fora anualmente 800 mil toneladas de plástico. Isso representa cerca de 4 bilhões de sacolas (191 unidades por pessoa, segundo estimativa de 2010), número bem inferior ao do Estado de São Paulo.

“O impacto desse lixo plástico pode ser visto sujando nossa paisagem, ameaçando a vida selvagem e se acumulando como ‘sopa plástica’ no oceano,” afirma o comissário de ambiente Janez Potocnik.

Banimento completo

No ano passado a Itália se tornou o primeiro país europeu a proibir a distribuição de sacolas plásticas não biodegradáveis.

Fora do bloco, outros países ou regiões do mundo também adotaram a medida, entre os quais regiões da China, África do Sul, Quênia, Uganda, Ruanda, Somália, Tanzânia, Emirados Árabes e Bangladesh – este último após descobrir que as sacolas plásticas foram as responsáveis por entupimentos de bueiros que causavam diversas inundações.

No Reino Unido, a proibição entrou em debate no governo em 2010, quando o consumo do produto se elevou 5% após uma sequência de três anos em queda. Já nos EUA, a legislação varia de cidade para cidade.

Imposto sobre sacolas plásticas

A Irlanda implantou uma taxa de 0,15 centavos de euro (R$ 0,36) por sacola, em março de 2002, obtendo uma redução de 95% no consumo do produto. Em cerca de um ano, 90% dos consumidores passaram a usar sacolas não-descartáveis.

Essa cobrança foi elevada para 0,22 centavos de euro (R$ 0,52) cinco anos depois, quando o governo identificou que o consumo anual per capita das sacolas plásticas subiu de 21 para 30 (antes da lei ele era de 328).

Os recursos arrecadados com a taxa foram usados para pesquisar novas formas de reciclagem e reduzir o volume de lixo produzido.

A iniciativa irlandesa foi seguida por Bélgica, Espanha, Noruega, Holanda e o País de Gales – que também implantou uma multa de 5 mil libras (R$ 14.500) para supermercados que distribuírem sacolas plásticas gratuitamente.

UPDATE:

O polietileno usado em sacolas plásticas pode ser reaproveitado para a produção de um material muito mais valioso do que o próprio material original: fibras de carbono.

As fibras de carbono estão entre os materiais mais “high-tech” da atualidade, presentes em carros de corrida, equipamentos esportivos, aviões e sondas espaciais.

As sacolas plásticas, por outro lado, estão sendo banidas porque não são recicladas adequadamente, ainda que não exista ainda um substituto ambientalmente vantajoso para elas.

  • Sacolas plásticas podem ser convertidas em fibras de carbono
  • O material usado nas sacolas plásticas pode gerar fibras de carbono com múltiplas geometrias, abrindo ainda mais o leque de aplicações de um dos materiais considerados de mais alta tecnologia na atualidade.[Imagem: ORNL]

Amit Naskar e seus colegas do Laboratório Oak Ridge, nos Estados Unidos, desenvolveram um processo que não apenas permite a utilização do polietileno para a fabricação de fibras de carbono, como também possibilita ajustar o produto final para aplicações específicas.

“Acreditamos que nossos resultados trarão para a indústria uma técnica flexível para fabricar fibras tecnologicamente inovadoras em inúmeras configurações, de aglomerados de fibras a não-tecidos de fibra de carbono,” disse Naskar.

Sulfonação

O novo processo, que está em processo de patenteamento, é descrito como uma “combinação de tecelagem multicomponente de fibras com uma técnica de sulfonação”.

O produto final pode ter seu contorno superficial, assim como o diâmetro de cada filamento, ajustado com precisão durante o processo de fabricação – a precisão dessa manipulação alcança a escala dos nanômetros.

Outra possibilidade é a fabricação de materiais porosos, adequados parafiltragemcatálise e colheita eletroquímica de energia.

“Nós mergulhamos o aglomerado de fibras em um ácido contendo um banho químico, onde ele reage e forma uma fibra negra que não irá se fundir novamente. É essa reação de sulfonação que transforma as fibras do plástico em uma forma não fundível,” explica Naskar.

“Neste ponto, as moléculas plásticas se ligam, e não irão fundir ou fluir com novo aquecimento. A temperaturas muito altas, essa fibra retém a maior parte do carbono, enquanto a maior parte dos outros componentes volatiliza em diferentes compostos ou gases,” complementa.

Ao falar sobre as aplicações possíveis do material reciclado, o pesquisador é lacônico: “as possibilidades são virtualmente ilimitadas”.

Bibliografia:Patterned functional carbon fibers from polyethylene
Marcus Hunt, Tomonori Saito, Rebecca Brown, Amar Kumbhar, Amit Naskar
Advanced Materials
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/adma.201104551

One Comment

  1. Posted 8 junho 2012 at 5:45 PM | Permalink

    Me parece simples, estamos substituindo um material sob o qual não há mais patentes por materiais mais “modernos e ecológicos” que levarão a alegria grandes fabricantes internacionais donos de novas patentes.
    O fantasma dos “CFC’s” parece que reaparece novamente, é um negócio de bilhões em termos de planeta.


Comente

Required fields are marked *

*
*

%d blogueiros gostam disto: