NASA capta onda de surfista no Sol. Explosão solar do dia 7 de junho.

Redação do Site Inovação Tecnológica

NASA capta onda de surfista no Sol

Ondas de surfista, geradas no Sol, assim como nos oceanos da Terra, por um processo chamado de mecanismo de Kelvin-Helmholtz, foram vistas pela primeira vez na atmosfera do Sol.[Imagem: NASA/SDO/Astrophysical Journal Letters]

Onda de surfista solar

Astrônomos detectaram uma típica onda de surfista rolando através da atmosfera do Sol.

E isto significa bem mais do que apenas uma boa foto: as ondas de surfista solares contêm pistas sobre como a energia se move através da atmosfera solar, conhecida como corona.

Como os cientistas sabem como esses tipos de ondas – tecnicamente conhecidas como instabilidades de Kelvin-Helmholtz – dispersam a energia na água, eles podem usar essas informações para entender melhor a corona solar.

Isto, por sua vez, pode ajudar a resolver um grande mistério de por que a corona é milhares de vezes mais quente do que se poderia esperar.

“Uma das grandes perguntas sobre a corona solar é o seu mecanismo de aquecimento,” diz o físico solar Leon Ofman, da NASA. “A corona é mil vezes mais quente do que a superfície visível do Sol, mas o que a aquece é algo não bem compreendido. Tem sido sugerido que ondas como estas poderiam causar turbulência, que causa o aquecimento, mas agora temos a prova direta das ondas de Kelvin-Helmholtz.”

Estas foram algumas das primeiras imagens capturadas na câmera do Observatório da Dinâmica Solar (SDO – Solar Dynamics Observatory), um telescópio solar de alta resolução, lançado em 11 de fevereiro de 2010, e que iniciou a captura de dados em 24 de março daquele ano.

Mecanismo de Kelvin-Helmholtz

As instabilidades de Kelvin-Helmholtz ocorrem quando dois líquidos de diferentes densidades ou diferentes velocidades fluem um através do outro.

No caso das ondas do mar, o par é formado pela água densa e pelo ar, muito mais leve.

À medida que eles passam um pelo outro, leves ondulações podem ser rapidamente amplificadas, gerando as ondas gigantes, tão amadas pelos surfistas.

No caso da atmosfera solar, que é feita de um gás muito quente e eletricamente carregado, chamado plasma, os dois fluxos vêm de uma expansão de plasma em erupção a partir da superfície do Sol, que passa por um plasma que não está em erupção.

A diferença na velocidade e na densidade dos fluxos através dessa fronteira provoca a instabilidade que gera as ondas.

NASA capta onda de surfista no Sol

Esta é uma ejeção de massa coronal captada pelo Observatório de Dinâmica Solar em 07 de junho de 2011. [Imagem: NASA/SDO]

Explosão solar

O mesmo observatório solar SDO captou uma tempestade solar média que deverá atingir a Terra entre hoje e amanhã.

O Sol desencadeou uma tempestade solar de classe M-2 (média), uma tempestade de radiação S1 (menor) e uma espetacular ejeção de massa coronal (CME) – tudo no dia 07 de junho.

A grande nuvem de partículas formou um cogumelo e caiu de volta, cobrindo uma área de quase metade da superfície solar.

A sonda SDO registrou estas imagens em luz ultravioleta extrema, que mostram uma erupção muito grande de gás frio, algo bastante atípico.

Embora não dirigida diretamente à Terra, a ejeção de massa coronal está se movendo a 1.400 km/s, de acordo com modelos da NASA, e deverá ser detectada no final da noite do dia 8 e madrugada do dia 9, gerando auroras nas altas latitudes terrestres.

UPDATE:

Storm Warning: os meteorologistas da NOAA rebaixaram as chances de uma tempestade geomagnética em 09 de junho para 20%.

SAND-RIO

 

 

//

3 Comments

  1. Luciano
    Posted 9 junho 2011 at 4:24 PM | Permalink

    Será que nosso amigo resolveu acordar?

    Estaria ele compensando agora o que ficou devendo durante esses dois três anos?

    Como diz Silvio Santos: Aguardem…

  2. Antônio Gomes
    Posted 9 junho 2011 at 6:04 PM | Permalink

    Continuamos ainda em mínimo?????

  3. Posted 21 setembro 2014 at 4:23 PM | Permalink

    nossa quse emposivel de acredita


Comente

Required fields are marked *

*
*

%d blogueiros gostam disto: