Depois de 4 anos o SOL acorda

Eram exatamente 23h56 pelo horário de Brasília quando os satélites que monitoram o ambiente espacial deram o aviso. Depois de quase quatro anos sem qualquer manifestação mais intensa, finalmente o Sol deu o ar da graça e disparou contra a Terra a primeira forte emissão de raios-x do atual Ciclo Solar 24. A mancha solar 1158 (numeração NASA) emitiu um flare classe X1 e 5 flares classe C.

As erupções solares são classificadas de acordo com a capacidade da luz solar combinados com cinco classes, que são expressos em caracteres latinos: A, B, C, M e X. .A classe mínima é A0 e corresponde a uma dosagem  na órbita da Terra de 11 NW por metro quadrado.  Quando você se move para o próximo ponto, o aumento da potência é em 10 vezes.

= flusso X in quiete ( < 10−6 W/m2)
= flusso X attivo (≥ 10−6 W/m2)
= brillamento di Classe M (≥ 10−5 W/m2)
= brillamento di Classe X (≥ 10−4 W/m2)
= mega brillamento (≥ 10−3 W/m2)

Esse é o primeiro surto de classe X do novo ciclo solar 24. O último surto de classe X foi registrado 14 dezembro de 2006.

Ainda não está claro se a explosão foi acompanhada de plasma, e que se esse evento pode levar a distúrbios magnéticos na Terra.

Region 11158 still has a strong magnetic delta configuration in the central penumbra and remains capable of producing another X class flare. Flares: C2.7 at 00:38, X2.2 (see movie) at 01:56 (associated with moderate type II and IV radio sweeps and a full halo CME), C4.8 at 04:32, C1.0 at 10:07, C4.8 at 14:44 and a long duration C6.6 /1F event peaking at 20:33 UTC.

The X2 event in region 11158 was associated with a full halo CME. The CME could reach Earth on.

Mancha Solar 1158
Clique para ampliar

A emissão eletromagnética foi produzida por uma forte explosão ocorrida junto ao grupo de manchas solares 1158, apontadas diretamente na direção do nosso planeta. Além da radiação, a explosão provocou uma espécie de tsunami que “chacoalhou” a atmosfera da estrela e produziu uma grande ejeção de massa coronal que nos próximos dias deverá atingir a alta atmosfera da Terra.


Essa massa de partículas é composta de bilhões de toneladas de gás ionizado que se desloca a mais de 2 milhões de quilômetros por hora. Quando atinge a camada mais alta da atmosfera, excitam os átomos de oxigênio e nitrogênio, provocando as fantásticas auroras boreais.

De acordo com dados registrados pelo satélite geoestacionário GOES-10, o fluxo de raios-x atingiu o nível “X” da escala de intensidades. Como as ondas eletromagnéticas se propagam muito mais rápido que as partículas que ainda estão se aproximando, o nível da emissão no comprimento de onda dos raios-x permite estimar o tamanho da tempestade geomagnética que deverá atingir a Terra nos dias 17 e 18.


Normalmente, emissões de nível X são capazes de provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias. Quando a emissão é muito intensa, as tempestades geomagnéticas também podem causar danos em equipamentos eletrônicos sensíveis e até mesmo provocar problemas no fornecimento de energia elétrica caso as correntes elétricas sejam induzidas nas linhas de transmissão.


Para quem quere seguir o fluxo de raios dessa media tempestade magnetica e o seu impacto na magnetosfera terrestre, coloco aqui a imagem em real time e o indice KP auto ajornante.

Lembro que se a tempestade chega na Terra o seu impacto será depois de 2/3 dias da erupçõe solar. è de sperar o impacto amanha e depois de amanha;

Aqui os indices de raios X

Encontro  Vçs na sexta feira, sabado e domingo para outras noticias.

P.S. Obrigado Fernando Mafili, tb estou lendo o teu otimo forum, abraços a todos do teu forum e sequere fazer um o mais artigos de publicar aqui no blog… sem nehum problema. O blog é aberto a todos.

http://www.meteobrasil.com.br/

SAND-RIO

3 Comments

  1. Posted 16 fevereiro 2011 at 1:52 PM | Permalink

    Excelente trabalho, Sand.

    ………..Radio…SESC
    ………..Flux….Sunspot
    ………..10.7cm..Number

    2011 02 15 113 100

    Fazia muito tempo que não se registrava…100

    Eu gostaria que este fosse o pico do ciclo 24.

    abraços,

    Mais um vez excelente trabalho.

  2. Alvite
    Posted 17 fevereiro 2011 at 2:15 PM | Permalink

    Eu me pergunto, e provavelmente vc deve saber a resposta, que tipo de consequência esses eventos podem gerar na aviação civil.
    Aviões comerciais tendo panes? Possíveis trajedias?
    Existe algum órgão civil ou militar que mantém vigilancia constante?

  3. Posted 17 fevereiro 2011 at 7:30 PM | Permalink

    Alvite,

    Gostei da tua pergunta. Justamente por eu não saber a resposta correta.

    Ontem eu pensei nas pessoas que utilizam marca-passos (marcapassos) cardíacos. Neste caso, pensei, que uma gaiola de Faraday fosse suficiente.

    Especulando sobre a aviação.

    A princípio um avião é uma gaiola de Faraday ambulante. Eu estava satisfeito com esta resposta quando recordei que no acidente recente do vôo AF-477 uma das hipóteses levantada foi que o uso excessivo de material compósito (isolante) poderia ter comprometido a navegação. Veja isto só foi uma hipótese.

    Porém,

    Dê especial atenção a esta frase no link abaixo,

    “”””Um VOR permite conhecer a estrada magnética desde uma estação ao solo e….””””

    http://www.fsim.com.br/ceaero/dow/Curso17_Pistoresi.pdf

    Neste caso fica evidente que a navegabilidade de uma aeronave depende de instruções externas via rádio.

    Logo. Se a transmissões de rádio estão comprometidas a navegação também está.

    Agora vamos supor que a tripulação seja extremamente competente para levar a aeronave até um aeroporto.

    Posso supor também que não há contato via rádio com a torre de controle.

    Neste caso um pouso é possível.

    Em aeroportos congestionados. Sinceramente creio que seria uma tragédia.

    Estas são as minha impressões sobre o teu questionamento. Não sei se estão corretas.

    Considerando que as companhias aéreas temem até telefone e lap top.

    Melhor ficar em solo.

    Abraços


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