Corona solar resolvido o mistério da temperatura.

As  espículas de 2° tipo, que até agora escaparom da observação direta, são os as principais candidatos para a transferência de calor para a atmosfera do Sol

Um dos mais persistentes mistérios da física do Sol é porque o seu ambiente exterior, ou corona, é de milhões de graus mais quente que a superfície.Agora os cientistas acreditam ter descoberto uma importante fonte de gás incandescente que abastece a coroa os jatos de plasma fina, conhecidas como espículas, que se originam apenas acima da superfície solar.

Esse estudo, publicado na ” última edição da revista Science , escrito por um equipe de pesquisadores da Lockheed Martin Solar e Laboratório de Astrofísica (LMSAL), NCAR e da Universidade de Oslo, com foco no espículas, fontes de plasma projetadas para cima a partir de pontos próximos à superfície para a atmosfera exterior.

Por decadas os cientistas  tem pensado que este processo poderia transferência de calor para a Coroa, no entanto, maiores estudos observacionais na década de oitenta mostraram que as espículas do plasma não chega a temperaturas coronais e por isso estas linhas de pesquisa tinham sido esgotadas.

Sempre foi um quebra-cabeças descobrir por que a atmosfera solar é mais quente que a superfície – diz Scott McIntosh, físico solar do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR, na sigla em inglês) – Identificar que esses jatos inserem plasma na atmosfera solar aumenta nosso conhecimento sobre a sutil influência do Sol na atmosfera terrestre.

– Estas observações fornecem uma nova compreensão sobre a produção de energia do Sol e outras estrelas – diz Rich Behnke, da Divisão de Ciências Atmosféricas e Geoespaciais.

A pesquisa estava focada em jatos de plasma conhecidos como espículas, fontes de plasma propagados da superfície solar para a atmosfera. Por décadas os cientistas acreditaram que as espículas poderiam mandar calor para a coroa, até a década de 80, quando se descobriu as espículas não alcançavam as temperaturas da coroa.

– O aquecimento das espículas a milhões de graus nunca foi diretamente observado, então seu papel no aquecimento da coroa foi dispensado – diz o pesquisador Bart De Pontieu.

Em 2007, De Pontieu, McIntosh, e seus colegas identificaram uma nova classe de espículas que se moviam muito mais rápido – frequentemente a 100 Km por segundo – e viviam menos que as tradicionais.

O rápido desaparecimento desses jatos sugeriram que o plasma carregado poderia ser muito quente, mas a observação desse processo estava faltando.

“O aquecimento das espículas até temperaturas de milhões de graus nunca foi observado diretamente e, portanto, seu papel no aquecimento coronal foi rejeitada porque foi considerado pouco provável”, disse Bart De Pontieu, principal autor do artigo.

Devido à grande resolução espacial e temporal da Dinâmica Solar Observatory (SDO) eo plano focal pacote e do  Focal Plane Package montado na óptica Solar Telescope (SOT), ambos da NASA e do satélite japonês Hinode foi possível preencher a lacuna e dar uma explicação para o mistério.

“A alta resolução espacial e temporal dos novos instrumentos tem sido fundamentais para a detecção desse tipo de fonte de massa coronal anteriormente oculto”, comentarom os pesquisadores.  “As observações revelam pela primeira vez, uma ligação directa entre o plasma aquecido a milhões de graus e espículas que projetam o plasma na corona.

SAND-RIO

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