O embranquecimento dos corais depende de CO2?

O fenômeno do branqueamento dos recifes de coral  e suas mortes, espalhou-se para cerca de 10% dos recifes de coral do mundo e está a aumentar. Muitos argumentam que a causa é a acidificação dos oceanos que contribuiu para o aumento da concentração de CO2 (em grande parte devido às atividades humanas) e ao aquecimento subseqüente dos oceanos.

Mas os recifes de corais dentro das reservas marinhas na Nova Zelândia não mostram qualquer sinal de branqueamento.  A origem deste fenômeno são  causas naturais e antrópicas.  Destes o mais importante é a pesca.  Sem predadores, como tubarões, atum, cavalas, pargos, lagostas e tritões marinhos, os organismos “come-coral”  como os peixes papagaio, ouriços e estrelas do mar proliferam mais e comem sem parar a barreira coralina.  Há uma hipótese fascinante de J. Costeau  que a areia branca e fina coralina  do mar vem em grande parte pelos organismos que se alimentam de coral.
Se os equilíbrios naturais entre predadores e presas são muito chocados, com a pesca e a poluição, o ecossistema dos recifes de corais é danificado.

Em todos os mares tropicais tem uma  pesca que é um absurdo, indiscriminada e sem controle para o mercado asiático de barbatanas de tubarão, que é  preso depois  tem suas barbatanas amputadas e jogado de volta ao mar.

Uma família de moluscos marinhos chamados tritões marinhos (Ranellidae família), é o único inimigo natural da estrela coroa de espinhos (Acanthaster planci), estrela que sozinha pode comer até seis metros quadrados de corais em um mês. Esta estrela é  um animal muito voraz, que destrói com a sua passagem  o recife. Possui espinhos venenosos e alimenta-se dos pólipos que vivem dentro do esqueleto de coral.  Várias áreas do recifes de coral estão mortos devido à presença maciça desse tipo de estrela. Infelizmente, o Tritons, declarados espécie marinha protegida, foram quase exterminados em todo o mundo, seja para comer ou porque suas conchas são muito procurados nos mercados ao redor do mundo porqué muito bonitas e coloridas.

Um tritõe marinho

Destituído do seu único inimigo, aa estrelas  coroa de espinhos  se multiplicaram ao longo do Oceano Indo-Pacífico, e a consequência desta alteração do equilíbrio da natureza foi, infelizmente, que destruíram grandes extensões de recifes.

A estrela coroa de espinhos

Além disso, a eutrofização de poluição por nitratos com a  proliferação de algas que comem as larvas de estrela do mar “coroa de espinhos” facilitou consideravelmente o seu desenvolvimento.  O aumento da população destes  come-coral foi tão explosivo que as Maldivas e Bali foram obrigados a organizar expedições de pesca para verificar a população e parar a destruição dos corais.

Uma estrela marinha "coroa de espinhos"

Mesmo a poluição devida ao escapamento dos poços ou extração de petróleo ou, mais comumente, por a lavagem dos tanques dos navios, diretamente danificarom os recifes de coral, literalmente, sufocando-o.
Outro tipo de pesca que diretamente e indiretamente danifica o recife  é a pesca predatoria com os explosivos que, infelizmente, ainda é praticada no mar do sudeste da Ásia.

Na Nova Zelândia, os biólogos marinhos descobriram que a enorme diferença entre as zonas mortas dos recifes de coral onde a pesca era permitida e aquela das reservas marinhas   onde qualquer tipo de pesca é proibida durante 40 anos em uma área muito amplia, é a proliferação de ouriços-do-mar. A pesca de lagostas e do peixe pargo (família Lutjanidae) que se alimentam de ouriços do mar resultou num desequilíbrio na população demográfica dos ouriços do mar que se alimentam de recifes de corais, causando a destruição e o branqueamento.

Recife de corais na Nova Zelandia

A falta de zonas mortas nos recifes das reservas marinhas da  Nova Zelândia, protegidas da pesca, mas também de poluição, indica que as causas antropogênicas mais importantes de descoloração dos corais, são a pesca   e a poluição, e não o aumento de CO2 na atmosfera também deveria acidificar o mar da Nova Zelândia.
((“Os segredos dos oceanos” National Geographic Channel)).

“O futuro é muito aberto e depende de nós, por todos nós. Depende do que você e eu e muitas outras pessoas fazem. E o que fazemos por sua vez depende de nossos pensamentos e nossos desejos, nossas esperanças e nossos medos. “

Karl Popper

Artigo de Claudio Costa escrito por:  http://www.climatemonitor.it/?p=13862

SAND-RIO


One Comment

  1. thiago
    Posted 6 dezembro 2010 at 1:12 PM | Permalink

    n entendie foi nada bande porcos da porra


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