O SOL

O Sol, fonte de luz e vida, é a estrela mais próxima da Terra e a que mais temos conhecimento. Basicamente, é uma enorme esfera de gás incandescente. No seu núcleo ocorre a geração de energia através de reações termo-nucleares. O estudo do Sol serve de base para o conhecimento de outras estrelas que, de tão distantes, são vistas apenas como um ponto de luz no céu.

O brilho aparente do Sol é 200 bilhões de vezes maior do que o de Sírius, a estrela mais brilhante do céu noturno. No entanto, apesar de parecer tão grande e brilhante, na verdade, o Sol é uma estrela bastante comum. A diferença é que está bem perto da Terra que, por sinal, é tremendamente menor.

A massa do Sol é 333 mil vezes maior que a da Terra, seu volume 1.400 milhão vezes maior e o seu raio possui 696 mil quilômetros contra os 6.378,1 quilômetros de raio do nosso planeta. A distância desse astro até a Terra é de 1 Unidade Astronômica (1 UA = 1,499 x 108km), ou seja, aproximadamente 150 milhões de quilômetros. Viajando a exatos 299.792,458km/s, a luz do Sol demora 8 minutos e 18 segundos para chegar na Terra.
A estrutura solar pode ser dividida em duas grandes regiões: o Interior e a Atmosfera. Entre elas, encontra-se uma fina camada, que pode ser considerada a superfície, chamada Fotosfera. A região encontra-se a uma temperatura média de 5.775 K (ou 5.502 oC). Já o seu núcleo é bem mais quente: cerca de 15 milhões de graus Celsius.

COMPOSIÇÃO SOLAR

composição solar– NÚCLEO
O núcleo ocupa os 20% mais interiores da nossa estrela. As condições físicas nesta região são extremas. A pressão do núcleo é milhões de vezes mais elevada do que a pressão atmosférica na superfície da Terra e a densidade é de 162 gramas por centímetro cúbico. No núcleo é produzida toda a energia que o Sol liberta.

– REGIÃO RADIATIVA
Na região radiativa a energia produzida no núcleo é transportada em direção à superfície. A região radiativa estende-se até cerca de 70% do raio do Sol.

– REGIÃO CONVECTIVA
A região convectiva ocupa os 30% mais exteriores do Sol. A energia deixa de ser eficientemente transportada pela radiação para passar a sê-lo pela convecção. Esse processo é idêntico ao transporte de energia que ocorre no interior de uma panela de água fervendo.

– FOTOSFERA
A fotosfera, muitas vezes referida como superfície, é uma região com aproximadamente 500km de espessura. É esta que conseguimos observar quando apontamos um telescópio (com proteção adequada).

– CROMOSFERA
A cromosfera tem uma espessura de 1.800km, ao longo da qual a temperatura aumenta desde os 4 000º C até cerca de 25 000ºC.

– REGIÃO DE TRANSIÇÃO
A região de transição é uma zona muito pequena da atmosfera solar com 300km de espessura. Nesta, a temperatura sobe dramaticamente desde algumas dezenas de milhas até quase 1 milhão de graus Celsius.

– CORONA
A corona ou atmosfera exterior do Sol é caracterizada por uma densidade muito baixa, mas uma temperatura que pode ultrapassar os 2 milhões de graus Celsius. O material da corona é acelerado e escapa do Sol dando origem a um vento – o vento Solar. A corona estende-se até aos confins do Sistema Solar. Na região onde a Terra e a Lua se encontram (a 150 milhões de quilômetros do Sol) a densidade é cerca de 7 partículas por centímetro cúbico e a temperatura da ordem de 100 mil graus Celsius. A corona pode ser observada quando ocorrem eclipses totais do Sol.

– MANCHAS SOLARES
As manchas Solares são as regiões mais frias da fotosfera. São o resultado de poderosos campos magnéticos que irrompem do interior e que localmente aprisionam o material que constitui o Sol. Impedido de circular, este plasma arrefece. Tipicamente a temperatura na umbra, região central mais escura, é 2.000ºC inferior à temperatura do resto da fotosfera. Envolvendo a umbra temos a penumbra, uma região de transição onde podemos observar a estrutura complexa do campo magnético local.

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